Atlas Digital de Desastres aponta que, em 2025, mais de 1,5 milhão de baianos foram diretamente atingidos por desastres na Bahia. O relatório, atualizado pela Sedec, registra quase 30 mil desalojados ou desabrigados e 3.864 feridos, sem óbitos. A seca e o conjunto de eventos climáticos foram as principais causas, com impactos distribuídos por municípios.
Entre os tipos de desastres, 208 protocolos se enquadram como desastres climáticos (aproximadamente 73% do total), destacando secas, estiagens e ondas de calor. Desastres hidrológicos, como inundações, respondem por 23%. Houve apenas um protocolo meteorológico e sete de outros tipos.
Os prejuízos humanos mostram que mais de 1,5 milhão de pessoas foram diretamente afetadas, equivalente a 10,6% da população. Cerca de 98% desse contingente sofreu com seca e estiagem; as chuvas intensas somaram 1,8%. O total de feridos foi de 3.864, sem registro de mortes.
Os meses de maior registro foram março, abril, maio e setembro. Vitória da Conquista aparece como o município com mais pessoas diretamente afetadas (66 mil), seguido por Caetité (48 mil) e Casa Nova (44 mil). Em desalojo/desabrigamento, 29,94 mil pessoas foram contabilizadas, com Pau Brasil (2.967), Macaúbas (2.608) e Brejões (2.240) entre os municípios mais atingidos.
O balanço reforça a importância de políticas de prevenção diante de seca e enchentes, bem como de dashboards que apresentem os dados do Atlas Digital de Desastres. E você, qual é a sua leitura sobre a gestão de desastres no estado? Deixe sua opinião nos comentários.
