Professores da educação básica de escolas privadas da Bahia aprovaram, nesta terça-feira, um estado de greve em assembleia realizada em Salvador. A decisão surgiu após cinco encontros entre o Sinpro-BA e o sindicato patronal Sinepe-BA, sem avanços suficientes para atender às reivindicações da categoria. O indicativo permite, caso as negociações não progridam, a deflagração da greve em futura reunião.
Segundo o Sinpro, as tratativas com o Sinepe-BA não avançaram o bastante para assegurar melhorias na negociação coletiva. O estado de mobilização permanente foi aprovado justamente para manter a pressão e manter a expectativa de propostas concretas no diálogo.
O coordenador do Sinpro, Allysson Mustafá, afirmou que o patronal tem reiterado que não pretende avançar na norma coletiva. “Ou seja, que as professoras e os professores devam continuar trabalhando de graça para as escolas”, disse Mustafá, destacando a frustração com a posição atual.
Entre as reivindicações da categoria estão a regulamentação das atividades extracurriculares exigidas pelas escolas, a manutenção dos dias de recesso no meio do ano, a preservação da bolsa de estudos para filhos de professores e o reconhecimento formal das horas trabalhadas fora da sala de aula — planejamento, correção e aplicação de atividades e avaliações.
De acordo com o Sinepe-BA, uma nova rodada de negociação já está agendada para segunda-feira (15). Além disso, nesta quarta-feira (10) ocorre uma Assembleia Geral Extraordinária com representantes das escolas associadas para avaliar o andamento das tratativas e alinhar diretrizes para a reunião da próxima semana.
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