Aprovada no Senado indicação do ministro Benedito Gonçalves como corregedor do Conselho Nacional de Justiça

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: o Senado aprovou nesta quarta-feira (10) a indicação de Benedito Gonçalves para corregedor do CNJ (2026-2028), com 53 votos a favor e 16 contrários. A posse está marcada para 3 de setembro, consolidando uma escolha que busca independência e experiência para fiscalizar o Judiciário.

Durante a discussão, diversos senadores elogiaram o nome de Gonçalves, entre eles Otto Alencar, Omar Aziz, Rogério Carvalho e Randolfe Rodrigues. Já integrantes da oposição sinalizaram voto contrário. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) citou questões envolvendo julgamentos no TSE e uma declaração relacionada a Moraes, do STF, durante a diplomação de Lula, argumentando que a independência e a autonomia da Corregedoria precisam ficar mais claras aos olhos da população.

O senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, já havia tentado colocar a matéria em pauta no dia 20 de maio. Por baixo quórum, a votação foi cancelada e a bancada definiu uma semana de esforço concentrado para obter o quórum necessário.

Benedito Gonçalves possui formação em direito, com mestrado e especializações. Iniciou a carreira como inspetor de alunos no Rio de Janeiro, foi papiloscopista da Polícia Federal e delegado de polícia no Distrito Federal. Em 1988 tornou-se juiz federal, atuando no Rio de Janeiro, no Paraná e no Rio Grande do Sul; em 1998 foi promovido a desembargador do TRF da 2ª Região; e, em 2008, chegou ao posto de ministro do STJ, onde permanece.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem a função de acompanhar o desenvolvimento administrativo, financeiro e disciplinar do Poder Judiciário, buscando transparência, eficiência e o cumprimento dos deveres dos magistrados. A atuação do CNJ padroniza procedimentos em todo o país e facilita a fiscalização institucional.

E você, o que pensa sobre a escolha de Benedito Gonçalves para corregedor do CNJ? Compartilhe sua opinião nos comentários e aporte sua leitura sobre como esse nome pode impactar a atuação do tribunal no próximo biênio.

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