O presidente do MDB-DF, Wellington Luiz, afirmou estar tranquilo diante do julgamento da Executiva Nacional sobre o pedido de intervenção no comando do partido no Distrito Federal. A decisão, marcada para as 18h desta quinta-feira (11/6), pode definir o destino de cinco parlamentares que buscam alterações para as eleições de 2026. Wellington deixou claro que, independentemente do veredito, não abandonará suas convicções e, se necessário, pode renunciar.
Em entrevista ao Metrópoles, Wellington disse que não dormiu com a tensão em torno do tema, mantendo a confiança no desfecho. “Não perdi meia hora de sono”, afirmou, destacando que poderá perder o jogo, mas não a dignidade nem a fidelidade às suas ideias.
O episódio ganhou contornos após o MDB-DF ouvir o apoio de Wellington à governadora Celina Leão (PP) para a reeleição. Parlamentares do MDB passaram a apontar afastamento entre o dirigente local e o comando nacional, apresentando um requerimento para a Executiva Nacional que cita o desalinhamento como motivo de tensão interna na sigla no DF.
Os deputados Jaqueline Silva, Hermeto, Iolando e Daniel Donizet, junto com o deputado federal Rafael Prudente, solicitaram à Executiva a convocação provisória para deliberar sobre candidaturas majoritárias, proporcionais e coalizações no Distrito Federal para 2026. A mobilização evidencia o desgaste local com a linha de comando nacional da sigla.
No requerimento, os parlamentares citam um distanciamento entre Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão, dizendo que a situação se agravou após a governadora afirmar que a sucessão nunca será submetida e que Celina delimitou seu campo político, afastando-se da lógica de continuidade que sustentou a aliança inicial.
A seguir, veja a galeria com imagens dos parlamentares citados na matéria, que ilustram o momento da disputa interna no MDB-DF.





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