Resumo: O presidente Lula parte neste domingo (14) para Evian-les-Bains, França, para a cúpula do G7, com a viagem antecipada pela possibilidade de Donald Trump aparecer apenas na abertura.
Apesar da expectativa de um encontro, o Palácio do Planalto não pediu uma reunião bilateral com Trump, avaliando que não há necessidade política para agenda logo após o recente encontro na Casa Branca. Interlocutores sinalizam espaço para um diálogo informal, se houver.
A relação entre Brasil e Estados Unidos ficou mais tensa nos últimos meses: os EUA classificaram facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, houve a ameaça de uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais e a cobrança de 12,5% sobre alegações de falhas no combate ao trabalho forçado. Lula busca compreender o alcance dessas medidas e verificar se há margem para negociação que proteja o comércio bilateral.
Nos discursos previstos para o G7, Lula deve adotar uma linha estratégica: ampliar a participação de países emergentes nas discussões globais, criticar medidas unilaterais e protecionistas — referindo-se às tarifas dos EUA de forma genérica, sem citar nominalmente o governo de Trump. O Brasil participará de sessões abertas aos países convidados, com espaço para diálogo e cooperação.
Na agenda divulgada, a terça-feira, 16, foca em parcerias internacionais, enquanto a quarta-feira, 17, será dedicada ao crescimento econômico equilibrado, reforçando o objetivo de ampliar a presença de emergentes e buscar acordos que fortaleçam o comércio e a cooperação regional.
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