Resumo: O Reino Unido deve anunciar, nesta segunda-feira, uma proibição para menores de 16 anos acessarem redes sociais consideradas de alto risco, com restrições adicionais para plataformas mais seguras, como parte de uma estratégia de proteção online para crianças.
A proposta vai além de limitar contas: impede mensagens que somem, proíbe conversas com estranhos e restringe transmissões ao vivo. Jovens até 18 anos também terão restrições para navegar tarde da noite, numa medida que a secretária da Cultura, Lisa Nandy, descreve como necessária e sem promessas mágicas.
Antes do anúncio, uma consulta pública sobre o tema recolheu mais de 116 mil respostas. Nove em cada dez pais apoiaram a proibição para menores de 16 anos. Já os Estados Unidos, por meio da embaixada britânica, enviaram, em 5 de junho, uma mensagem defendendo limites bem definidos em vez de censura ampla, mantendo grande parte do conteúdo acessível, inclusive debates políticos.
Analistas destacam que a verificação de idade entre 13 e 16 anos é especialmente desafiadora. As mudanças não serão paliativas; o objetivo é um equilíbrio entre segurança online e liberdade de expressão, com ações firmes para proteger crianças sem fechar a internet ou suprimir o acesso à informação.
No cenário internacional, a Austrália já avançou nesse caminho, tornando-se, em dezembro de 2025, o primeiro país a aplicar uma proibição nacional de redes sociais para menores de 16 anos. A lista de plataformas abarcadas inclui TikTok, YouTube, Instagram, Reddit, Facebook, X, Threads, Snapchat, Twitch e Kick.





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