Rope jump: após tragédia União e prefeituras discutem demolir ponte

Uma jovem de 21 anos morreu ao saltar rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo, sem o uso da corda de segurança. O acidente mobilizou autoridades federais e municipais, que discutem o bloqueio definitivo do acesso à ponte e a possível demolição da estrutura. O caso reacende o debate sobre segurança pública e preservação do patrimônio federal.

Seis pessoas foram detidas logo após o acidente. Três permaneceram presas e foram indiciadas por homicídio com dolo eventual, após imagens terem indicado que instrutores teriam acionado a vítima sem corda de segurança. A polícia informou que as cordas não estavam instaladas no momento do salto, o que agravou as investigações e as consequências legais.

A União, por meio da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), anunciou medidas para impedir o acesso ao local, incluindo a instalação de placas informativas de propriedade federal e barreiras físicas. As prefeituras de Limeira e de Cordeirópolis se comprometeram a reforçar os bloqueios já existentes para evitar novas entradas.

O município de Limeira informou que reabriria uma vala criada para impedir o acesso, mas que foi fechada sem o conhecimento da prefeitura. A SPU e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) avaliam uma solução definitiva, que pode incluir a remoção da ponte.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morava em Jandira e trabalhava numa academia da região. Ela praticava rope jump e chegou a compartilhar fotos da ponte nas redes sociais pouco antes do salto. Segundo o boletim de ocorrência, ela caiu de aproximadamente 40 metros e morreu de politraumatismo. O equipamento GoPro que registrava o salto não foi localizado.

A jovem era formada em Educação Física e gestão esportiva e atuava em uma academia na cidade. O episódio reacendeu o debate sobre quem é responsável pela fiscalização, manutenção e controle de acesso ao local, especialmente após a prefeitura ter acionado o governo federal por omissão.

Entenda o caso em pontos-chave: a vítima morreu após queda de 40 metros; vídeos mostraram instrutores levantando a vítima e, em seguida, lançando-a da ponte; o GoPro não foi encontrado; seis pessoas foram detidas, com três mantendo prisão sob acusação de homicídio com dolo eventual; a Justiça manteve as detenções. O caso também levou autoridades a discutir medidas de segurança e remoção da estrutura.

Veja imagens do acidente:

A União já havia solicitado, anteriormente, o bloqueio do acesso à Ponte do Esqueleto após um acidente envolvendo uma ciclista, em abril de 2024. O incidente atual reacende esse debate, com a prefeitura de Limeira afirmando que encaminhou ofícios à SPU e a outros órgãos para que medidas de segurança e, eventualmente, a remoção completa da estrutura sejam adotadas.

E você, o que pensa sobre a segurança de espaços de aventura como a Ponte do Esqueleto? Como equilibrar preservação de patrimônio público com a proteção de frequentadores? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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