Ministério da Justiça pediu devolução de policiais cedidos ao gabinete de André Mendonça, afirmam colunistas

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O Ministério da Justiça enviou ofícios para exigir a devolução de policiais federais cedidos a gabinetes de magistrados, incluindo o do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. A informação, publicada pelo Estadão, aponta que a medida atinge equipes envolvidas em investigações de fraudes no INSS e no Banco Master.

Os documentos, assinados na última quarta-feira (17) pelo secretário-executivo Ademar Borges, sinalizam uma iniciativa que, nos bastidores, tem sido interpretada como possível retaliação do governo federal diante de investigações que atingem pessoas próximas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A apuração citou desvios no INSS, incluindo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, e a operação envolvendo o Banco Master, que, nesta semana, apontou ações contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner.

Entre os nomes que podem ser atingidos pela decisão está o delegado da PF Thiago Marcantonio Ferreira, que integra a equipe de assessoria de Mendonça desde o ano passado. A PF avalia que o governo optou por uma medida mais ampla para não retirar apenas um integrante do gabinete.

Ademar Borges afirmou que a iniciativa faz parte de uma diretriz presidencial para fortalecer o combate ao crime organizado, com cerca de 100 pedidos de retorno enviados a mais de 50 órgãos da administração pública. “O processo de retorno dos policiais federais, rodoviários federais e policiais penais, seguindo a diretriz presidencial, teve início no fim de abril e continua em curso”, disse ao Estadão.

Em abril, Lula já havia defendido publicamente o retorno dos delegados cedidos. “Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da PF. Só vai ficar fora aqueles que forem secretários de Estado”, afirmou na época.

O movimento ocorre em meio a tensões entre o governo e órgãos de segurança, com a percepção de que a estratégia pode ampliar a atuação no combate ao crime organizado. E você, o que acha dessa redistribuição de policiais federais e da coragem de enfrentar desvios? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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