CoRoT-2 b, um gigante gasoso conhecido como Júpiter quente, gira devagar: leva cerca de três dias terrestres para completar uma rotação, enquanto leva apenas 1,5 dias para orbitar a estrela, dando duas voltas ao redor dela antes de terminar um giro em si mesmo.
Pesquisadores usaram espectroscopia com o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul para medir a velocidade do planeta e estimar sua taxa de rotação, combinando esses dados com modelos de atmosfera e de circulação de calor.
CoRoT-2 b é um Júpiter quente; o ponto mais quente da atmosfera fica na direção oposta ao movimento orbital, um comportamento diferente da maioria dos Júpiteres quentes. As novas observações apontam para uma rotação mais lenta como a explicação principal, descartando apenas nuvens ou campos magnéticos como fator único.
Ainda não se sabe por que a rotação é tão lenta. Interações com a estrela, processos internos do planeta ou outros fatores podem estar envolvidos, e novas observações serão necessárias. Até o momento, mais de 5.000 exoplanetas já foram confirmados.
“Agora podemos ver que um modelo único não funciona, mesmo para planetas que estudamos há muito tempo. Cada novo Júpiter quente nos ensina algo para refinar nossos modelos, úteis para entender não apenas Júpiteres quentes, mas todos os tipos de exoplanetas.”
O caminho para respostas mais precisas passa por futuras observações com equipamentos de primeira linha, como o Habitable Worlds Observatory e o Extremely Large Telescope, que deverão medir ventos, temperaturas e outros traços de atmosferas exoplanetárias, aproximando-se de mundos potencialmente habitáveis.
“Com a próxima geração de telescópios, poderemos fazer medições mais aprofundadas em mais planetas, talvez até em ambientes habitáveis.”
A pesquisa foi apresentada na 248ª reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS), destacando que padrões universais tendem a falhar diante de dados novos. E você, o que pensa sobre o movimento de CoRoT-2 b? Compartilhe suas ideias nos comentários.
