O governo está em vias de elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32% e submeter a medida ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A proposta visa reduzir custos, diminuir a dependência de importações e impulsionar a agroindústria, com reflexos positivos para o ambiente.

A mudança depende da avaliação do CNPE, que deve ocorrer na próxima quarta-feira (24/6). O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou em 9 de junho que o governo encaminharia a proposta ao colegiado. Em junho do ano passado, o CNPE já havia aprovado a passagem de 27,5% para 30% da mistura obrigatória.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), durante agenda em Dom Aquino (MT), afirmou que a ampliação para 32% pode tornar a gasolina mais barata, reduzir a poluição e estimular a agroindústria dedicada à produção de etanol. O ajuste, segundo ele, acompanha a trajetória de descarbonização do setor de transportes.
Segundo Silveira, a mudança pode resultar em economia de cerca de 450 milhões de litros de gasolina que deixariam de ser importados, contribuindo para a redução de preços ao consumidor e para a balança comercial. O governo associa o aumento do etanol a ganhos ambientais e à segurança energética.
A ideia de ampliar a participação do etanol já havia sido sinalizada pelo presidente Lula em abril, com a perspectiva de elevar também o biodiesel no diesel de 15% para 16%.
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