Mulher traída denunciou bombeiro que fez de quartel um motel no RS

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Resumo rápido: a ex-esposa de um soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul entregou um celular aos Bombeiros após flagrar que o marido mantinha encontros com prostitutas dentro do quartel e bebia durante o serviço. A análise do conteúdo levou à condenação do soldado reformado Gilberto Hoffmann por crime militar, em ao menos 29 ocasiões. A defesa contesta as provas, alegando apreensão ilegal do aparelho sem autorização judicial.

A denúncia partiu da companheira dele, que já desconfiava de traição e chegou a ficar de campana na frente do quartel para tentar flagrar. Ela encontrou o telefone no interior de uma viatura em agosto de 2022 e o entregou à corporação, iniciando uma apuração sobre uso pessoal do aparelho e encontros com profissionais do sexo nas dependências do batalhão.

Os arquivos do celular mostram negociações com várias profissionais do sexo. Nos diálogos, Hoffmann não escondia ser bombeiro e deixava claro que os encontros ocorriam às escondidas dentro do quartel, em ao menos 29 ocasiões registradas pela Justiça Militar. A denunciante relatou que o ex-marido, que atuava como motorista de viatura, bebia antes de atender ocorrências, o que a motivou a levar o caso adiante.

O Código Penal Militar trata como crime a prática de ato libidinoso em lugar sujeito à administração militar, com pena prevista de seis meses a um ano de detenção. O Ministério Público Militar sustentou a condenação com base nas evidências contidas no celular.

Na defesa, os advogados de Hoffmann alegam que a investigação começou a partir de uma apreensão ilegal do aparelho e que o conteúdo foi acessado sem autorização judicial, questionando a validade das provas. Eles já apresentaram recurso contra a decisão de primeira instância e pedem a anulação do processo.

O caso continua em curso, com a defesa contestando a legalidade das provas e a Justiça Militar avaliando os recursos. A ex-esposa afirma ter agido para evitar que o comportamento do militar colocasse em risco a vida de terceiros durante atendimentos, especialmente após consumo de bebidas alcoólicas.

Galeria de imagens:

Convido você a acompanhar os desdobramentos deste caso e a deixar sua opinião nos comentários sobre como a Justiça Militar deve lidar com provas potencialmente obtidas de forma duvidosa, e que lições essa história traz para a conduta de profissionais em serviço.

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