O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou dois decretos para impulsionar a computação quântica e fortalecer a segurança cibernética do governo, com metas de pesquisa e migração para a criptografia pós-quântica até 2030-2031.
O primeiro decreto determina a construção de um computador quântico potente para uso em pesquisa científica, enquanto o segundo traça a meta de migrar os principais sistemas federais para criptografia pós-quântica até 2030 ou 2031. Segundo Michael Kratsios, isso pode se materializar até 2028.
Além disso, as medidas — com planos para implantar sensores e redes quânticas nos próximos cinco anos — visam fortalecer cooperação internacional na proteção de propriedade intelectual e na segurança da cadeia de suprimentos de tecnologia.
Essa corrida quântica é estratégica porque computadores quânticos podem resolver problemas muito mais rápidos, abrindo portas para quebrar criptografia vigente e desafiando a defesa cibernética de governos. O panorama mundial já inclui EUA, Reino Unido, Alemanha, França e Holanda divulgando diretrizes. O Google, em março, indicou que migrar para criptografia pós-quântica até 2029 é necessário para evitar riscos de ataque em massa com dados armazenados hoje.
O avanço não é só diplomático: o Departamento de Comércio dos EUA anunciou, no mês anterior, investimentos de US$ 2 bilhões em nove empresas de computação quântica, incluindo uma parceria com a IBM. A China figura entre as nações mais avançadas no campo, alimentando a pressa dos decretos para acompanhar o ritmo tecnológico.
E você, quais impactos reais enxerga nessa corrida quântica para a segurança digital de governos e empresas? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre esse tema estratégico que pode redesenhar o nosso futuro tecnológico.
