Pegar o bonde ou ir à Sears? Moradores contam do que têm saudade em BH

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PRA??A COM CASCATA
 
 
???Trabalho há 53 anos no Centro, então vi as grandes transformações na região, que frequento desde criança. Sou um ???florestano???, nascido e criado no Bairro Floresta. Lembro-me dos fícus da Avenida Afonso Pena (centenas de árvores cortadas em 1963), dos bondes, de prédios que não existem mais. Está na memória a pracinha, com vegetação, bancos e queda-d???água, que havia sobre uma agência bancária na Rua Espírito Santo com Carijós, no quarteirão fechado da Praça Sete, onde foi construído um prédio. De outras partes de BH, lembro-me do antigo Matadouro (Bairro São Paulo).???
Tadeu Moura Caldeira, de 69, sócio do Café Nice (fundado em 1939), e morador do Bairro Floresta, na Região Centro-Sul 
 
 
FILMES DE MAZZAROPI
 
 
???Na Praça Sete, onde podemos ver hoje um edifício alto, havia a Papelaria Rex. Acho que sou das mais antigas cambistas em atividade no Centro. Estou desde 1965 no mesmo ponto, então não me esqueço de dois momentos: dos sanduíches de pão com mortadela e de pão com pernil na Padaria Boschi, que ficava na Rua Rio de Janeiro esquina com Tamoios, e de ver, na matinê de domingo, no Cine Brasil, os filmes estrelados por Mazzaropi (1912-1981). Lembro-me também do abrigo de bondes na Afonso Pena. Meus tios trabalhavam como engraxates e eu levava o almoço para eles???.
Ivone Soares da Silva, de 71, vendedora de bilhetes de loteria e moradora do Bairro Horto, na Região Leste 
 
 
PROCISS??ES E COMPRAS
 
 
???Tenho saudade das procissões em Belo Horizonte, que saíam da Igreja Boa Viagem (atual Santuário Arquidiocesano da Santíssima Eucaristia) e passavam pela Praça Floriano Peixoto, no Bairro Santa Efigênia. No andor, ia a imagem da nossa padroeira, Nossa Senhora da Boa Viagem, celebrada em 15 de agosto. Gostava muito de ir às missas na Igreja Santa Efigênia dos Militares. Puxando pela memória, recordo-me de lojas que saíram do mapa, uma delas a Sears.???
Sandra Maria da Silva, de 64, viúva, aposentada e moradora do Bairro São Gabriel, na Região Norte 
 
 
MODA QUE RODA
 
 
???Dá saudade ao lembrar de lojas de BH que saíram do mercado. Havia o Pep???s, que parecia um shopping, na Rua da Bahia, a Luder, de roupas, em vários endereços, e muitas outras. Gostava muito de comer no Rei do Kibe e no antigo Restaurante Caneco, esse na Rua São Paulo. Trabalhei cinco décadas no Centro, tive banca de revista durante 40 anos, na Rua São Paulo, então conheci dois tempos de Belo Horizonte. Sou testemunha do crescimento da cidade. Hoje, saio 
muito pouco???.
Júlio Miranda Reis, de 68, aposentado, morador do Bairro São Salvador, 
na Região Noroeste 
 
 
CAF?? DA INF??NCIA
 
 
???A cidade cresceu, mudou muito e alguns hábitos desapareceram. Quando criança, gostava de ir com meu pai aos cafés no Centro de BH e a alguns bares, onde amigos se reuniam sempre. Não vejo muito isso mais, não! Ainda gosto de andar aqui pela Praça Sete, tomar meu café, encontrar um amigo. Desapareceram também os grandes cinemas de rua, a exemplo do Cine Acaiaca. Hoje, a maioria dos filmes está em cartaz nos shopping centers.???
Helbert Marçal, 40, modelo, nascido, criado e residente no Bairro Santa Tereza, na Região Leste 
 
 
BALADA E PASTEL
 
 
 
???Falar sobre alguns lugares, sabores ou situações que não existem mais é lembrar também um pouco da nossa juventude. No Bairro Cidade Nova, perto da Feira dos Produtores (Região Nordeste), fez sucesso nos anos 1980-90 a boate Baturité. Fui lá algumas vezes, mas, para falar a verdade, gostava mesmo é do pastel napolitano, vendido numa loja (Soft Pastel) no térreo do prédio onde funcionava a casa noturna. Sabe desses sabores que te acompanham a vida inteira? Pois esse é assim…???
n Cristina Torres, de 57, secretária, moradora do Bairro Palmares, na Região Nordeste 

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