O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira sobre uma arma registrada em seu nome que foi apreendida com um segurança durante uma blitz ocorrida na semana passada. A oitiva, que durou cerca de cinco minutos, aconteceu na residência dele e foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, com as imagens gravadas em vídeo.
A defesa informou à Folha de S. Paulo que Bolsonaro confirmou, em sua oitiva, que já havia relatado anteriormente a necessidade de conserto de uma pistola Glock de calibre 9 milímetros, após detectar uma falha mecânica no ferrolho. A arma, com registro de propriedade de 2019, foi entregue ao segundo-sargento Estácio Leite da Silva Filho, que trabalha na segurança do ex-presidente, para manutenção.
A defesa sustenta que não houve crime no episódio e que, apesar de Bolsonaro ter sido condenado por envolvimento em uma trama golpista, não houve ordem judicial para a entrega de suas armas ou para a cassação de seus registros.
O depoimento ocorreu após a arma ser apreendida com um dos seguranças do ex-presidente durante a blitz, e não foram divulgados novos elementos que alterassem o quadro já apresentado pela defesa.
Como o caso segue em andamento, permanece a indefinição sobre desdobramentos futuros. O registro da arma, de 2019, continua sob a titularidade de Bolsonaro, abrindo espaço para debates sobre posse responsável e fiscalização de armamentos envolvendo autoridades e seus protegidos.
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