Alibaba acionou a Justiça dos EUA contra o governo norte-americano após ser incluída, pela primeira vez, em uma lista do Departamento de Defesa que associa empresas chinesas a vínculos com o setor militar, sinalizando um choque entre segurança nacional e comércio.
A ação foi movida em um tribunal federal em San Jose, Califórnia. A atualização da lista elevou o total de empresas sob suspeita para 188 e integra uma lei que restringe contratos públicos com essas companhias.
A Alibaba nega vínculos com atividades militares e sustenta que atua apenas em comércio, logística e tecnologia empresarial, não no setor militar.
O Departamento de Defesa acusa as empresas listadas de participação no que Washington chama de fusão civil-militar, enquanto a Alibaba afirma que suas operações são estritamente civis.
A inclusão não impõe sanções formais de imediato, mas impede contratos diretos com o governo a partir de 2026; em 2027, a restrição se estende a compras indiretas por meio de terceiros.
Além da Alibaba, Baidu, BYD, NIO e WuXi AppTec também entraram na lista. Diversas companhias já ajuizaram ações semelhantes contestando a medida, segundo relatos de agências de notícia.
O governo chinês, por meio de sua representação nos EUA, criticou a adoção de listas que considera discriminatórias e pediu um ambiente internacional mais equilibrado, defendendo que as empresas cumprem a lei local.
Enquanto isso, o Pentágono não comentou sobre os litígios em curso. A repercussão pode afetar investimentos e parcerias entre setores de tecnologia chinesa e norte-americana.
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