Resumo: Em meio à 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas vantagens envolvendo o Banco Master, o Planalto avalia o futuro da liderança do governo no Senado. Lula recebeu Jaques Wagner para uma reunião, em 24 de junho de 2026, com a finalidade de decidir se o senador permanece no comando da base governista ou deixa o posto, buscando evitar desgaste político antes das eleições de 2026.
Wagner não está disposto a abandonar o cargo e defende tratar a questão com Lula, buscando uma solução negociada que reconheça décadas de parceria política. O governo teme que sua permanência amplifique o desgaste público, mesmo com Wagner não sendo réu na investigação. Como ele mesmo aponta, há a necessidade de esclarecer os fatos para não transformar a situação em um rótulo de culpa.
“Uma das preocupações de Wagner é construir uma narrativa que afaste a interpretação de que sua saída significaria culpa na investigação”, destacou um aliado, ressaltando o cuidado com a comunicação após a operação envolvendo o Master. O objetivo é manter o equilíbrio entre defesa de investigações e continuidade da agenda legislativa, sem rupturas públicas.
Entre os nomes citados para substituição estão Teresa Leitão (PT-PE), Camilo Santana (PT-CE) e Rogério Carvalho (PT-SE). Leitão já lidera a bancada do PT no Senado desde abril e está com mandato em curso, o que facilita a transição sem novas eleições. Santana, ex-ministro da Educação, e Carvalho, que já ocupou a liderança interina, também figuram na lista, cada um com vantagens e desvantagens para o Planalto.
No cenário institucional, o desgaste com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é um desafio relevante. A relação ficou tensa após a rejeição da indicação de Messias para o STF, o que dificultou a interlocução com o Palácio. A tramitação da PEC da Segurança Pública — que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e já foi aprovada na Câmara — depende de acordo entre Lula e Alcolumbre para avançar no Senado. A reconstrução desse elo é vista como condição para destravar pautas importantes como a própria PEC 6×1 e o acordo de compartilhamento de dados, o Redata.
Para 2026, a estratégia do Planalto é manter o respaldo às investigações, ao mesmo tempo em que reforça a imagem de cooperação e responsabilidade. Wagner sinaliza cautela para evitar confronto direto com o Planalto, priorizando a continuidade da agenda e a estabilidade política. E você, qual leitura faz sobre a possível mudança na liderança do governo no Senado? Compartilhe sua opinião nos comentários.





