O ministro Gilmar Mendes encaminhou informações à AGU para sustentar o pedido de extradição de Carla Zambelli à Itália, no caso de perseguição armada ocorrida em São Paulo. A corte italiana analisa um segundo pedido de extradição, marcado para 1º de julho, enquanto Zambelli permanece em liberdade desde 22 de maio após decisão italiana que negou, em outro processo, a extradição relacionada à invasão dos sistemas do CNJ.

De acordo com Mendes, o plenário do STF condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma, em julgamento ocorrido próximo às eleições de 2022. Caso a extradição seja autorizada pela Itália, a ex-deputada cumprirá a pena em estabelecimento prisional adequado, conforme entendimento do relator da matéria penal.
A atuação da AGU ocorre às vésperas da decisão da Corte de Cassação de Roma, prevista para 1º de julho, que poderá acolher ou não o segundo pedido de extradição relacionado a essa condenação. Roma já havia sinalizado posição favorável à extradição em etapas anteriores, mas Zambelli recorreu da decisão, mantendo-se livre até o desfecho do processo.
A disputa também envolve críticas a Moraes: ao negar o pedido de extradição ligado à invasão dos sistemas do CNJ, a Justiça italiana apontou suposta parcialidade do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que ele atuava como “juiz e vítima” no caso. O documento cita ainda que Moraes foi vítima da invasão hacker, mencionando a existência de um suposto mandado de prisão falso no CNJ em janeiro de 2023, além de danos à reputação.
Acompanhe as próximas informações sobre esse caso de extradição e as movimentações na Corte de Cassação. E você, o que pensa sobre a cooperação internacional em casos de crimes graves e sobre as decisões envolvendo Zambelli?

