A Rais de fevereiro traz um retrato claro do mercado de trabalho brasileiro: 37,11 milhões de celetistas trabalham mais de 41 horas por semana, representando 73,7% do total. A PEC da redução de escala pode alterar esse cenário, sinalizando mudanças na carga horária que afetam milhões de trabalhadores.

Distribuição por faixa de horas: além dos 37,11 milhões acima de 41 horas, a Rais detalha que 9,24 milhões trabalham entre 31 e 40 horas semanais, 2,16 milhões ficam entre 21 e 30 horas e 1,81 milhão tem até 20 horas semanais. Esses números ajudam a entender quem seria impactado pela mudança na escala de trabalho.
A PEC do fim da escala 6×2 foi aprovada na Câmara e aguarda ser pautada no Senado, conforme os dados da Rais. O Ministério do Trabalho e Emprego aponta que a tramitação deve avançar com o apoio de autoridades e que o governo tende a dialogar para acelerar o texto, com expectativa de uma reunião entre o presidente Lula e o presidente do Senado para tratar do tema.
Outros dados da Rais: o Brasil tinha 62,2 milhões de vínculos formais ativos em fevereiro, somando setores público e privado. Em relação a dezembro de 2025, houve aumento de 1,38 milhão de empregos, dos quais 1,001 milhão ocorreu no setor público, elevando o estoque público para 13,82 milhões em fevereiro.
Entre os celetistas, excluindo temporários e empregos domésticos, houve alta de 0,81% no estoque de postos, passando de 47,59 milhões ao fim de 2025 para 47,97 milhões em fevereiro. A maior parte das novas contratações (886,9 mil) ocorreu em contratos a prazo determinado, sinalizando retorno a patamares de fim de 2025.
Perspectivas e cautela: o ministro Luiz Marinho destaca que estados e municípios podem enfrentar demissões no fim do ano, especialmente na educação, com previsões de recontratações para o retorno às aulas em fevereiro. O equilíbrio entre contratações e demissões terá grande impacto nas contas públicas e no dia a dia de trabalhadores.
E você, qual efeito essa mudança na carga horária pode trazer para o mercado de trabalho e para o seu dia a dia? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como enxergaria a transição proposta pela Rais e pela PEC.
