Resumo: Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado, mas a decisão não se resume ao episódio do Banco Master. O recuo envolve fogo amigo, disputas internas do PT e a tentativa de reduzir a influência da chamada “República do Dendê” sobre Lula e o Planalto.
Desde o retorno de Lula ao Palácio do Planalto, setores do PT, especialmente na direção paulista, buscam tornar inviável a manutenção de nomes baianos no centro do poder. O desgaste ganhou força mesmo quando Rui Costa ocupava a Casa Civil, com ações para fragilizar Wagner na relação com a Câmara e o Senado. Ainda assim, Wagner manteve ascensão até o momento da saída.
Wagner é próximo de Lula há quase cinco décadas, fruto de uma amizade que remonta aos tempos de sindicalismo. Ainda assim, no dia em que a operação Compliance Zero atingiu o radar, surgiu a estratégia de fritar a liderança do governo no Senado, abrindo espaço para uma substituição. A avaliação entre aliados foi de que a ruptura precisava ocorrer para evitar constrangimentos no Palácio do Planalto durante a reeleição.
O desgaste não é novo: Wagner é visto como responsável pela não aprovação de Jorge Messias para ministro do STF e, mesmo com a presença de Sidônio Palmeira na comunicação, a narrativa da “República do Dendê” ainda irrita setores do PT que desejam maior alinhamento com Lula. Mesmo com esses atritos, o presidente continua a ser percebido como menos dependente do entorno do que muitos esperam.
Agora, com a saída de Wagner e sem Rui Costa, Sidônio Palmeira continua no posto e a Bahia ainda conserva algum peso político. A corrida de outubro pode exigir ajustes na articulação entre o Palácio do Planalto e o Congresso. E você, como lê esse rearranjo de forças? Deixe sua opinião nos comentários.
