Deputado Josimar Maranhãozinho é alvo da PF em operação contra corrupção

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: a Polícia Federal deflagrou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão relacionados ao deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), alvo de investigações por suposto esquema de corrupção envolvendo a liberação de emendas parlamentares mediante propina. a ação, realizada em Brasília e no Maranhão, procura desmantelar a estrutura de um esquema que pressiona prefeitos a pagar taxas para liberar recursos federais.

Segundo as apurações, o grupo cobrava dos gestores municipais o pagamento de 25% do valor total de cada emenda destinada aos municípios. Prefeitos que recusavam eram pressionados a aderir ao esquema, sob o risco de ficarem sem os recursos prometidos.

Reprodução
PF mira deputado Josimar Maranhãozinho em operação contra corrupção

A operação ocorre poucas semanas após Josimar Maranhãozinho ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e organização criminosa. A Corte considerou que o deputado integrava um grupo que negociava a liberação de recursos públicos em troca de propina.

Conforme a denúncia acolhida pelo Supremo, entre janeiro e agosto de 2020, Josimar Maranhãozinho, os deputados Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa, além de outros integrantes do grupo, solicitaram R$ 1,6 milhão ao então prefeito de São José de Ribamar (MA) como contrapartida para a liberação de aproximadamente R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município.

Ao votar pela condenação, o relator, ministro Cristiano Zanin, afirmou que as provas orais e documentais, as conversas de WhatsApp e os registros bancários mostraram que as emendas parlamentares eram tratadas como “moeda de troca”.

Segundo a decisão, Maranhãozinho exercia papel de liderança no esquema, coordenando a destinação das emendas, articulando a atuação dos demais envolvidos e operacionalizando os pagamentos aos integrantes do grupo.

Para Zanin, também ficou comprovado que Josimar Maranhãozinho exercia papel de liderança no esquema. De acordo com a decisão, ele coordenava a destinação das emendas parlamentares, articulava a atuação dos demais envolvidos e operacionalizava os pagamentos aos integrantes do grupo.

As investigações também apontaram que mensagens, imagens e geolocalizações mostraram abordagens de emissários do grupo ao então prefeito, em episódios descritos como atos de chantagem para forçar o pagamento da propina.

Josimar Maranhãozinho foi condenado a 6 anos e 5 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de 300 dias-multa. O STF ainda fixou indenização por danos morais coletivos de R$ 1,667 milhão, a ser paga solidariamente pelos condenados, e decretou a inelegibilidade dos réus por até oito anos após o cumprimento da pena, além da suspensão dos direitos políticos enquanto perdurarem os efeitos da condenação.

Apesar da condenação, o deputado permanece no mandato. A decisão admite recursos e, como a pena foi fixada em regime semiaberto, caberá à Câmara dos Deputados decidir sobre a compatibilidade entre o cumprimento da pena e a manutenção do cargo.

A defesa de Josimar Maranhãozinho ainda não havia se manifestado até a última atualização. O espaço permanece aberto para posicionamento.

E você, qual é a sua opinião sobre o uso de emendas públicas para fins ilícitos? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários e ajude a enriquecer o debate sobre transparência na gestão de recursos públicos.

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