Rope jump: testemunha diz que jovem morta não demonstrou medo antes do salto

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São Paulo

Uma jovem de 21 anos, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morreu no dia 13 de junho depois de ser lançada em queda livre durante uma prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista. A investigação resultou na prisão de seis suspeitos, que atuavam na organização do salto de alto risco, enquanto autoridades discutem medidas para evitar novos incidentes.

Maria Eduarda era natural de Jandira e, segundo informações do seu perfil, tinha formação em Educação Física e gestão esportiva, atuando em uma academia de musculação na região. Ela havia publicado imagens pouco antes do salto, inclusive uma foto da ponte com a legenda questionando quem teria autorizado a atividade.

Testemunhas relataram que a vítima parecia tranquila momentos antes do salto, chegou a sorrir e interagir com a câmera que a acompanhava. Esse comportamento levantou dúvidas entre investigadores sobre o conhecimento dela a respeito da seriedade das normas de segurança e da proteção com o sistema de contenção.

Na linha de frente da investigação, três homens foram presos inicialmente: Maicon Fernandes Cintra (42), Luis Felipe Feliciano Egoroff (32) e Vitor de Freitas Gonçalves (27). A delegada Andréa Levy apontou que Maria Eduarda foi submetida a uma atividade de alto risco confiando na atuação dos instrutores, que se apresentavam como responsáveis técnicos pela organização e execução do evento.

O trio aparece em um vídeo amplamente compartilhado nas redes, mostrando a vítima sendo arremessada sem o equipamento adequado. A prisão desses três ocorreu em flagrante e teve a preventiva mantida no dia seguinte, após decisão judicial.

No dia 20 de junho, novas prisões foram autorizadas: João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva (35), Gabriel Barros Martins (30) e Evelyne dos Santos Gonçalves (43), apontada como a principal responsável pelo grupo organizador. A Justiça chegou a pedir a extensão das prisões por até 30 dias, conforme os desdobramentos do inquérito.

Em resposta ao ocorrido, autoridades discutiram medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto. Em reunião entre SPU, AGU e as prefeituras de Limeira e Cordeirópolis, avaliou-se a demolição da estrutura e reforços nos bloqueios para evitar entradas não autorizadas. Limeira também retomou ações para fechar pontos de acesso irregular, incluindo a reabertura de uma vala para impedir passagem, seguindo orientação de autoridades federais.

Veja as imagens do acidente

Quem era a vítima: Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e morava em Jandira. Segundo o Instagram, ela tinha formação em Educação Física e gestão esportiva e trabalhava em uma academia de musculação. Poucos minutos antes do salto, ela publicou fotos da Ponte do Esqueleto e uma legenda que chamou atenção para a atividade.

O boletim de ocorrência aponta que, no momento do salto, Maria Eduarda carregava uma câmera GoPro, equipamento usado na captação de imagens em movimento, que não foi localizado após a queda.

A repercussão do caso mobilizou autoridades locais e federais, que discutem ações para evitar que tragédias semelhantes ocorram em pontos de risco. Enquanto isso, o inquérito segue para esclarecer as responsabilidades de cada envolvido e confirmar as condições técnicas da operação do salto.

E você, qual é a sua visão sobre a segurança em atividades esportivas de alto risco e a responsabilidade de organizadores e instrutores? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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