Resumo: O The New York Times atualizou a ação contra OpenAI e Microsoft, mantendo as acusações centrais de violação de direitos autorais por uso de artigos para treinar IA. Em petição apresentada no Distrito Sul de Nova York, na quinta-feira, 25, o jornal ajustou as declarações: reforçou a responsabilidade da Microsoft e retirou uma acusação secundária contra a OpenAI.
No novo documento, o Times afirma que a Microsoft não apenas forneceu a infraestrutura para o desenvolvimento da OpenAI, como também incentivou ativamente o uso de conteúdos protegidos, oferecendo serviços criados especificamente para esse treinamento e colaborando para esse fim. A mudança amplia a acusação de violação de direitos autorais de forma contributiva contra a Microsoft.

Além disso, o Times retirou do processo a acusação de que a OpenAI cometeu infração “secundária” de direitos autorais por não impedir que consumidores gerassem conteúdo protegido por meio de IA, mantendo, porém, as demais alegações centrais.
Graham James, porta-voz do Times, comentou as mudanças: “Como já dizíamos, a Microsoft incentivou ativamente a OpenAI a usar obras protegidas por direitos autorais.” Mesmo com as alterações, o jornal afirma que as acusações centrais permanecem intactas desde o início do processo.
A ação, aberta em dezembro de 2023, segue em curso no tribunal federal de Nova York, com as empresas envolvidas defendendo seus interesses. O caso evidencia o embate entre imprensa tradicional e gigantes de tecnologia sobre o uso de conteúdos protegidos para treinar sistemas de IA cada vez mais sofisticados, incluindo o ChatGPT.
E você, qual a sua leitura sobre essa disputa entre imprensa e IA? Você acha que conteúdos protegidos devem ser ensinados a modelos apenas com autorização explícita ou que o avanço tecnológico pode justificar novas formas de uso? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
