No Distrito Federal, a Justiça manteve em prisão preventiva Lorrayne Pereira de Jesus, acusada de tentar matar outra mulher dentro de um ônibus em Samambaia Norte. O crime ocorreu na manhã de 24 de junho, durante passagem do coletivo da Urbi Mobilidade pela Quadra 415, e a decisão busca garantir a integridade da vítima e a segurança pública enquanto o caso tramita.

Agressão grave dentro do ônibus – Testemunhas relatam que Lorrayne desferiu diversos golpes com canivete contra a vítima dentro do veículo, imobilizando-a e mantendo o pé sobre o corpo durante a ação. Segundo as imagens, a suspeita chegou a filmar a vítima ferida e, posteriormente, confessou o ataque, afirmando que “esfaqueou mesmo” para aprender.
Cerca de 20 minutos após o crime, Lorrayne foi até a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), entregou o arma do crime e acabou presa em flagrante por tentativa de homicídio, conforme o registro policial. A vítima foi socorrida, passou por cirurgia e, embora os ferimentos tenham sido classificados como superficiais, atingiram regiões próximas a órgãos vitais, o que poderia ter tido desfecho fatal.
Audiência de custódia e decisão da Justiça – Na audiência, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu a manutenção da prisão, que foi homologada pela magistrada. A decisão destacou indícios de autoria e materialidade, bem como o risco concreto de reiteração delitiva, afastando a aplicação de medidas cautelares menos gravosas, como a prisão domiciliar, diante da gravidade do ato.
A versão da investigada, apresentada durante depoimento à Polícia Civil, sustenta que conhecia a vítima desde a infância, mas que a relação não era de amizade e que a mulher a perseguia nos últimos dias, inclusive quando buscava atendimento para a filha de 3 anos. Ela afirmou ter reagido ao que chamou de provocação, usando o canivete que portava e admitindo pisar na vítima após o ataque. A versão será confrontada com depoimentos e imagens reunidas durante a investigação.
A Urbi Mobilidade informou que o motorista interrompeu a viagem assim que percebeu a agressão e acionou as autoridades, seguindo os procedimentos de segurança estabelecidos para esse tipo de ocorrência. A empresa ressaltou que agiu rapidamente para atender à vítima e manter a segurança do serviço.
Este caso evidencia a importância de respostas rápidas de transporte público e de decisões judiciais firmes em situações de violência. E você, o que pensa sobre as medidas adotadas pela Justiça e pela empresa de ônibus diante de ocorrências como essa? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate.

