Perfis no Instagram têm divulgado conteúdo sexualmente explícito por pelo menos três meses, alcançando usuários menores de idade mesmo com as proteções ativas. Em um teste com 10 contas, 7 exibiram material para uma conta cadastrada com 16 anos, e apenas 3 apresentaram aviso de restrição para menores. Além disso, o material chega aos usuários por meio de links que podem trazer riscos de malware.
Como a moderação é enganada. O algoritmo de recomendações amplifica conteúdos que o usuário não necessariamente segue, e a prática de sobrepor vídeos dificulta a detecção pelos sistemas de IA. Especialistas apontam que é uma corrida de gato e rato: o detector evolui, mas quem publica busca novas formas de driblar as regras.
Riscos adicionais vão além da exposição: há relatos de malwares vinculados aos links das publicações, aumentando o risco de invasão de dispositivos e roubo de dados. A plataforma informou ter removido 96% das postagens que violavam políticas contra exploração sexual infantil entre outubro e dezembro de 2025, e, desde março, passou a limitar automaticamente o acesso de usuários entre 13 e 17 anos a conteúdos sensíveis. Perfis identificados foram removidos logo após a apuração.
O que a lei diz. O ECA Digital – Lei 15.211/2025 exige que plataformas tenham sistemas para impedir que crianças e adolescentes encontrem conteúdos ilegais e pornográficos. A ANPD alerta que falhas nesse dever podem resultar em sanções. O Instagram oferece ferramentas de supervisão parental para monitorar tempo de tela, privacidade e restringir conteúdo sensível em contas de 13 a 17 anos, desde que o adolescente aceite o convite do responsável. Para denunciar conteúdos inadequados, basta tocar nos três pontos do post e escolher “Denunciar” — opção “Nudez ou atividade sexual”.
E você, o que pensa sobre as novas regras e as estratégias de moderação? Já viu conteúdos parecidos na sua rede ou tem dúvidas sobre como proteger os jovens online? Compartilhe sua visão nos comentários e participe da conversa.
