No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, ativistas do grupo Estruturação hastearam uma bandeira arco-íris de 50 metros no gramado do Congresso Nacional, em Brasília, numa ação simbólica que buscava celebrar a data e reforçar o tema do respeito à comunidade. A manifestação, anunciada com antecedência, levantou questões sobre a atuação da Polícia Legislativa e o espaço para protestos no local.

Cerca de 20 integrantes do Estruturação participaram do ato, que consistia apenas no hasteamento de uma bandeira colorida. Segundo Michel Platini, presidente da organização, o movimento foi previamente comunicado à SSP-DF, que orientou também manter o Congresso informado.
Ao chegar ao local, equipes da Polícia Legislativa teriam interrompido a manifestação, de acordo com Platini, em uma abordagem que ele qualificou como ostensiva. O ativista afirmou que o gesto era pacífico e que, mesmo após se ajoelharem para sinalizar a boa fé, houve ameaças de prisão caso o grupo permanecesse.
Veja vídeo:
“Encontramos uma recepção um pouco ostentativa demais. A Polícia Legislativa se colocou contra de forma muito violenta diante de um grupo pequeno, justamente em um dia que simboliza o início do movimento LGBT no mundo, que nasceu de uma resistência à violência policial. Parecia que estávamos vivendo Stonewall novamente”, declarou.
Segundo Platini, os policiais teriam afirmado que o trabalho era impedir a intervenção e que o grupo não possuía autorização para permanecer. “Era uma intervenção que duraria poucos minutos”, reforçou.
Símbolo de respeito
Para Platini, a ação tinha caráter estritamente simbólico e funcionava como acolhimento à população LGBTQIAPN+. “As cores do arco-íris representam um sinal de que aquele espaço respeita a comunidade”, afirmou, acrescentando que o ato visava lembrar a história de resistência contra violências policiais.
Após cerca de 10 minutos, o grupo deixou o Congresso Nacional e seguiu com as atividades previstas no Eixão do Lazer. Com 32 anos de atuação no Distrito Federal, a Estruturação é uma das organizações mais antigas de defesa dos direitos LGBTQIAPN+ na capital.
O outro lado
A reportagem procurou a Câmara dos Deputados e o Senado Federal para esclarecer a atuação da Polícia Legislativa. O espaço permanece aberto para manifestações, desde que ocorram dentro das normas de convivência cívica.
E você, qual a sua leitura sobre atos simbólicos em espaços públicos? Compartilhe nos comentários a sua opinião sobre o papel de manifestações pacíficas na defesa de direitos e na conversa sobre inclusão.
