Reuniões bilaterais com José Antonio Kast e Rodrigo Paz ocorreram às margens da 68ª Cúpula de chefes de Estado do Mercosul, em Assunção
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Assunção — À margem da 68ª Cúpula de chefes de Estado do Mercosul, o presidente Lula realizou encontros bilaterais com o presidente do Chile, José Antonio Kast, e com o dirigente da Bolívia, Rodrigo Paz. Embora representem espectros de direita distintos, os dois mantêm aproximação com o governo brasileiro.
Kast e Paz já tiveram contato com Lula em ocasiões anteriores: Kast participou de um encontro com o presidente brasileiro em Panama, enquanto Paz esteve no Brasil em visita de Estado em março. O próprio Lula havia checado a participação na posse de Kast, marcada para março, mas desistiu de comparecer na última hora.
A atuação de Lula na abertura da plenária dos presidentes do Mercosul trouxe um recado claro: defender a autonomia do bloco e a cooperação entre seus membros, independentemente de linhas ideológicas. Em discurso, o petista afirmou que “ninguém é dono do mundo e ninguém é dono da América do Sul” e ressaltou que “nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes”.
Lula reforçou a necessidade de integração acima de divergências ideológicas, em meio ao avanço de governos de direita na região. Em tom de apreciação pela resiliência institucional, ele citou, sem nominar, as eleições no Peru e na Colômbia como exemplos de que as democracias continuam firmes mesmo diante de mudanças políticas.
Ao final, foi realizada a cerimônia de passagem da presidência temporária do Mercosul do Paraguai para o Uruguai, que comandará o bloco no próximo semestre. A reunião ocorreu em um momento de maior representingado pela direita na região, com figuras como Kast, Paz, Noboa (Equador) e Milei (Argentina) presentes.
Os encontros destacam o complexo equilibrio político na América do Sul, onde a esquerda e a direita disputam papel de liderança, enquanto o Mercosul busca manter coesão interna e ampliar a cooperação econômica entre seus países-membros.
E você, o que acha da atuação do Mercosul diante do crescimento de governos de direita na região? Deixe sua opião, dê sua leitura sobre os novos alinhamentos e sobre o rumo do bloco nos próximos meses.
