Resumo: O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticou publicamente Erika Hilton pela cobrança da votação da PEC que propõe terminar com a jornada de trabalho na escala 6×1. A proposta, aprovada pela Câmara no fim de maio, segue parada no Senado, e Alcolumbre sinalizou que pretende retomar o debate apenas após o recesso, que começa em 18 de julho.
No plenário, Alcolumbre disse estar incomodado com a estratégia de pressão adotada pela deputada, classificando-a como intimidação. Embora não citasse o nome de Hilton, aliados próximos confirmaram que a crítica era dirigida a ela, em meio aos movimentos para acelerar a tramitação da PEC.
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
A deputada, por sua vez, já havia usado a Parada LGBT+ em São Paulo, no início de junho, para convocar o público a se mobilizar contra a morosidade do Senado. Em discurso no trio elétrico, Hilton pediu que a ação popular destrave a PEC do fim da escala 6×1, afirmando que o Brasil quer mais tempo, descanso e dignidade.
Essa disputa reacende o debate sobre o peso da mobilização pública na agenda legislativa, especialmente em temas sensíveis como jornadas de trabalho e direitos civis. Enquanto a Câmara aprovou a PEC, o Senado avalia os próximos passos diante de pressões e diferentes leituras políticas.
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