Michelle Bolsonaro esteve nesta terça-feira reunida com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, abrindo a possibilidade de disputar o Senado pelo Distrito Federal. A conversa reforçou a ideia de que ela pode seguir um caminho independente na política, ao mesmo tempo em que ficou evidente que não apoiará Flávio Bolsonaro na corrida à Presidência — sinalizando uma distância estratégica dentro do núcleo familiar e da atuação do PL para as eleições.
Segundo apuração de Lauro Jardim, a crise entre a ex-primeira-dama e o senador, que ganhou as manchetes há exatamente uma semana, é um peso que Flávio terá de carregar até o dia da votação. O momento é decisivo, pois ele precisa melhorar a performance nas pesquisas entre mulheres e, sobretudo, entre evangélicas, grupo destacado como fundamental no balanceamento de forças nas urnas.
Entre interlocutores de Michelle, a possibilidade de reconciliação com Flávio é considerada nula. Nos dias recentes, além de deixar claro que não estará ao lado dele na campanha, ela afirma que a candidatura do senador tende a se complicar com a aproximação de novos escândalos, o que, na visão dela, pode acertar o golpe da própria chapa liderada pelo PL e impactar o cenário eleitoral como um todo.
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