Nayib Bukele busca terceiro mandato após reforma ampliar reeleições e estender mandato em El Salvador
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, formalizou sua candidatura a um terceiro mandato, após a aprovação de uma reforma constitucional que permite a reeleição presidencial por tempo indeterminado. Além disso, a mudança elevou o mandato de cinco para seis anos, eliminou o segundo turno e antecipou as eleições para 2027, reunindo presidência, legislativas e municipais no mesmo ciclo.
A inscrição foi anunciada no domingo pelo presidente do partido governista Novas Ideias, Xavi Zablah Bukele. A deputada Ana Figueroa, autora da proposta, explicou que as alterações visam ampliar a participação popular, padronizar regras entre cargos, fortalecer a estabilidade institucional e reduzir custos com eleições.
Bukele, aos 44 anos, mantém um dos mais altos índices de aprovação entre líderes da América Latina, impulsionado pela estratégia de combate às gangues. Sob regime de exceção desde 2022, o governo promoveu prisões em massa e endureceu as políticas de segurança, contribuindo para uma expressiva queda dos homicídios e consolidando o presidente como referência para segmentos conservadores da região.
No entanto, organizações nacionais e internacionais de direitos humanos accusam o governo de restringir garantias constitucionais, realizar detenções arbitrárias e concentrar poder no Executivo. Bukele rejeita as críticas, afirmando que as medidas são necessárias para enfrentar a violência das organizações criminosas e assegurar a proteção da população.
As mudanças eleitorais estabelecem que novas eleições presidenciais ocorram em 2027, simultâneas às legislativas e municipais. As primárias do partido estão marcadas para 12 de julho, definindo oficialmente os candidatos à Presidência, às 60 cadeiras da Assembleia e às 44 prefeituras, para as eleições gerais previstas para 28 de fevereiro de 2027.
Para quem acompanha o tema, essas alterações prometem ampliar o poder do eleitorado e alinhar as regras entre cargos, mas também elevam o debate sobre os limites do poder executivo e o equilíbrio entre segurança e direitos civis. O que você acha dessas mudanças em El Salvador? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo.



