Mulher trans que quebrou iPhone de policial diz ter sofrido transfobia

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Distrito Federal

Isis Thalya, flagrada furtando o celular de um agente da PCDF, dentro da delegacia disse que teve o próprio celular quebrado por um agente

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Reprodução / @qapnoticiasoficial
Mulher trans faz barraco em delegacia do DF e pega celular de agente

Isis Thalya Lira Melo, 19, foi flagrada furtando o celular de um policial da PCDF dentro da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) na noite desta segunda-feira. A jovem afirma ter sido vítima de transfobia e que o próprio aparelho foi quebrado por um agente; o episódio ganhou grande repercussão nas redes.

Segundo Isis, ela estava sozinha no carro de um cliente, enquanto ele buscava o pagamento pelos serviços, quando foi abordada pela PM. A polícia suspeitou que ela tivesse roubado o carro e conduziu-a à 21ª DP; o homem que a acompanhava confirmou à corporação que ela não cometeu o furto.

“Eles começaram a me chamar de ele, dele, e aí eu falei, ‘ele não, ela!’, contou Isis em depoimento à reportagem.

Dentro da delegacia, Isis também relatou ter sido alvo de ataques transfóbicos e de tratamento considerado inadequado, com referências ao gênero masculino. Ela descreveu episódios de ofensa entre ela e alguns agentes e disse que decidiu registrar o momento com o celular.

Conforme o relato, ao tentar gravar a cena, o celular foi tomado por um policial e, segundo a jovem, o aparelho foi pisoteado e destruído pelo agente da PCDF. Em resposta, Isis conseguiu tomar de volta o celular de um policial, um iPhone 17 Pro Max avaliado em R$ 12 mil, e fugiu da delegacia, com outros agentes na sequência.

“Ele quebrou todo o meu celular, chutou e pisoteou, aí eu fiquei louca”, relatou a jovem.

Já do lado de fora, Isis disse ter jogado o smartphone no chão para danificá-lo. Ela também afirmou ter sido chamada de “macaco” por um policial após ser detida novamente. A ocorrência não resultou em prisão no mesmo dia; a jovem foi liberada, ainda durante a noite.

A Polícia Civil do DF foi procurada para comentar as acusações, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O caso segue repercutindo nas redes sociais e entre quem acompanha debates sobre segurança pública e respeito à identidade de gênero.

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