Resumo: a coordenação do Canteiro Modelo de Conservação de Salvador informou à Bahia Notícias que um aditivo de R$ 436 mil ao contrato de R$ 6,5 milhões, entre a UFBA e a Fep-BA, será destinado a ações na Gamboa, à manutenção de imóveis históricos no Pelourinho e à divulgação científica. O reforço financeiro acompanha a prorrogação do prazo de execução até 30 de novembro de 2027, devido à tramitação de licitações e à execução de obras. Meta descrição: Patrimônio vivo de Salvador ganha reforço orçamentário para habitação comunitária, restauração de imóveis históricos e divulgação científica.
Contexto e origem: o projeto, iniciado em 2024, faz parte do “Programa Conviver”, uma ação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em cooperação com a Faculdade de Arquitetura da UFBA (FAUFBA), viabilizada por meio de TED nº 009/2023. A premissa central é reconhecer a moradia popular do Centro Histórico como bem cultural, buscando preservar modos de vida, memória e práticas que dão vida ao território.
A gestão do Canteiro Modelo é compartilhada e participativa, sob a coordenação dos professores Daniel Marostegan e Juliana Nery (FAUFBA). O novo aporte financeiro será dividido em três frentes de atuação: Forte São Paulo da Gamboa (projetos complementares para habitação na comunidade local), a 7ª Etapa do Pelourinho (manutenção de imóveis históricos usados como moradia) e a Divulgação Científica (viabilização de viagens para apresentar resultados em eventos acadêmicos e técnicos).
Justificativa do ajuste: o adiamento do encerramento das atividades para 2027 decorre de questões logísticas e burocráticas. Os custos adicionais se devem a projetos complementares na Gamboa, reformas no Pelourinho e à necessidade de ampliar a divulgação dos resultados obtidos. Atualmente, o Canteiro Modelo está em plena implantação, com entregas como levantamentos cadastrais, relatórios parciais, cadernos técnicos, projetos e boletins comunitários.
Perspectivas futuras: na próxima fase, as ações se concentrarão em oficinas construtivas e intervenções de manutenção em Gamboa e na 7ª Etapa do Pelourinho, além do início das aulas da Escola de Ofícios, voltada à formação profissional em restauro e conservação. O projeto segue avançando, fortalecendo a relação entre valorização do patrimônio e participação da comunidade.
E você, o que acha dessa iniciativa de valorizar moradias populares, preservar imóveis históricos e investir em formação profissional? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você enxerga o papel da memória e da participação da comunidade na conservação do nosso patrimônio.
