“Fico me cobrando”, diz primo que indicou diarista a casal morto em BH

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Belo Horizonte, MG – Paola Stefany Neto Cirino, 30, diarista, é apontada como autora de um duplo homicídio, após confessar ter dopado o casal proprietário da casa onde trabalhava com quatro comprimidos de um sedativo durante o almoço. A investigação também aponta roubo de joias, relógios, celulares e cerca de R$ 18 mil em dinheiro, com indícios de participação de cúmplices.

A diarista trabalhava para Cláudio Atala Inácio, 75, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 76, desde outubro do ano anterior. O advogado que a indicou, Vinícius Mitre, disse que ela foi excelente no começo, mas mudou de comportamento após uma viagem ao Sul do país. “Estou muito, muito mal. Fico me cobrando desde a terça-feira”, desabafou Mitre ao comentar a reviravolta.

Segundo o depoimento de Mitre, a mudança ocorreu após a diarista ter viajado com um homem e retornar alterada, sem explicar o que houve. Ele também relatou uso frequente de medicamentos controlados, com Paola mandando mensagens dizendo que havia tomado clonazepam e outros remédios, o que o levou a alertá-la para evitar abusos.

A Polícia Civil confirmou que Paola dopou o casal com quatro comprimidos de um psicotrópico durante o almoço, sob a justificativa de estar preparando um suco natural. A motivação inicial não seria roubo, segundo a suspeita, mas ela afirmou ter sido atraída pelos objetos de valor na residência e que o carro que a levou embora era de um motorista de aplicativo. A investigação, porém, segue em busca de versões mais completas.

Paola foi presa no fim de madrugada desta quinta-feira, em um hotel de Itabira, após cerca de um dia foragida. Ela chegou ao Depatri acompanhada do filho, de 6 anos, e foi encaminhada à unidade após trabalho de inteligência que rastreou seu paradeiro. Imagens de câmeras mostram a diarista entrando no prédio com uma bolsa e, horas depois, saindo com duas sacolas grandes e uma bolsa associada à família.

Entre os objetos furtados estão joias, relógios, celulares e outros itens, parte dos quais já foi localizada ou vendida na região central de BH. A diarista também admitiu ter retirado aproximadamente R$ 18 mil do casal. A polícia avalia a possibilidade de envolvimento de outras pessoas, pois câmeras detectaram um carro de alto padrão próximo ao local onde os objetos foram descartados.

A defesa de Paola, representada pelo criminalista Bruno Correa Lemos, afirmou que apresentará suas razões no momento processual adequado e que as decisões devem decorrer da instrução, não de julgamentos antecipados. Enquanto isso, as apurações continuam para esclarecer a motivação, a participação de eventuais cúmplices e a dinâmica completa do que aconteceu.

E você, o que acha da relação entre vulnerabilidade, curiosidade financeira e decisões extremas em situações assim? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o andamento deste caso.

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