Bahia é alvo de operação da Polícia Federal que investiga desvios em emendas Pix

Escrito por: Diógenes Cunha

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Operação Acesso Negado da Polícia Federal foi deflagrada no início desta sexta-feira para apurar fraudes envolvendo as chamadas emendas Pix, transferências especiais de recursos parlamentares. Ao todo, são 41 mandados de busca e apreensão, atingindo a Bahia e outros estados, com foco em desvios de dinheiro público federal. Já foram apreendidos aproximadamente R$ 230 mil em espécie e há indícios de movimentações atípicas em contas e compras não registradas nos sistemas oficiais.

Além da Bahia, as diligências seguem em Roraima, São Paulo e Tocantins. Os alvos são gestores municipais, empresas e empresários suspeitos de participação no esquema. O núcleo central da fraude está em Iracema e São Luiz do Anauá, municípios de RR, onde auditorias da Controladoria-Geral da União indicaram repasses elevados de recursos federais sem planejamento, fiscalização ou transparência adequados.

De acordo com as apurações, o dinheiro das emendas Pix circulou por várias contas para dificultar o rastreamento. As compras realizadas não constam nos canais de controle público, como o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) nem na plataforma Transferegov.br, dificultando o acompanhamento das despesas.

As buscas, autorizadas pelo ministro do STF Flávio Dino, investigam a legalidade dessas transferências especiais criadas em 2019. Pela modalidade, parlamentares federais podem enviar verbas diretamente aos cofres de estados e municípios, dispensando convênios prévios, projetos ou justificativas técnicas de aplicação.

Entre os crimes apontados pela PF estão peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, contratos administrativos e ilícitos contra a administração pública. Em uma das diligências, foi flagrado dinheiro em uma mochila oculta dentro de um veículo, sinalizando tentativa de ocultação de pagamentos e aquisições.

As investigações, ainda em curso, visam esclarecer a origem dos recursos, o destino das aquisições e a relação entre prefeituras, empresas e agentes envolvidos. O caso acende o alerta sobre a fragilidade de controles quando as emendas Pix são usadas sem os devidos mecanismos de transparência e fiscalização.

E você, o que pensa sobre o uso das emendas Pix e a necessidade de maior transparência na aplicação de recursos federais? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e participe da conversa.

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