
Resumo: A República Democrática do Congo iniciou o estudo Partners para testar MBP134 e remdesivir contra a variante Bundibugyo do Ebola, com o objetivo de reduzir mortes por meio de um acompanhamento de 28 dias.
O estudo já começou com a inclusão do primeiro paciente e avalia os dois fármacos isoladamente e em combinação. Os participantes recebem monitoramento clínico rigoroso e suporte médico por pelo menos 28 dias, com cuidados diretos durante o tratamento.
Desde 15 de maio, o surto já contabiliza mais de 1,4 mil casos. Cerca de 210 pessoas se recuperaram e aproximadamente 440 morreram. A OMS aponta que o vírus continua se espalhando, com uma média de 38 novos casos por dia nas últimas duas semanas.
Além do início do ensaio, as autoridades autorizaram o uso emergencial do primeiro teste molecular específico para detectar a variante Bundibugyo, o que deve acelerar o diagnóstico e facilitar a resposta clínica.
Para o Ministério da Saúde da RDC, os resultados do Partners podem ajudar não apenas no enfrentamento do surto atual, mas também na preparação para futuras epidemias provocadas pelo Ebola. A expectativa é entender se esses medicamentos elevam as chances de sobrevivência dos pacientes.
O ensaio é coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB) em parceria com a University of Oxford, o Institute of Tropical Medicine da Bélgica, a OMS e outras instituições internacionais. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirma que o Partners oferece esperança real de resultados concretos para as comunidades no epicentro do surto.
Embora existam terapias para outras variantes do Ebola, a Bundibugyo ainda não possui vacina nem tratamento específico aprovado. O estudo busca mostrar se o MBP134 e o remdesivir podem melhorar as chances de sobrevivência. Compartilhe nos comentários suas perguntas ou opiniões sobre o tema.
