
Blusas do Brasil feitas de borracha foram escolhidas por diferentes celebridades brasileiras para torcer pela Seleção
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Uma fusão de elementos completamente distintos: fetiche, futebol e moda. Essa foi a proposta da estilista brasileira Cece Hamali ao criar blusas do Brasil em látex especialmente para a temporada da Copa do Mundo 2026.
A peça é feita em material historicamente associado ao universo fetichista e viralizou por ser a escolha de algumas das celebridades mais influentes do país para torcer pela Seleção Brasileira.
Vem saber mais!
A blusa viralizada
Momentos antes do Brasil entrar em campo na Copa do Mundo, as redes sociais são tomadas por publicações de celebridades e artistas mostrando seu apoio ao time e, é claro, o visual escolhido para torcer. Quem se atentou às produções, percebeu uma peça em comum em diversos looks: as blusas feitas de látex.
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Em diferentes modelos e cores, a criação virou queridinha de nomes como Deborah Secco, Ludmilla, Malu Borges, Flávia Pavanelli, Franciny Ehlke, Ana Paula Siebert e Vivi Wanderley. Nas produções, a peça foi combinada com jeans, biquínis e até mesmo uma saia feita do mesmo material.

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Blusa e jeans
Instagram/Reprodução

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Flávia Pavanelli combina com biquíni
Instagram/Reprodução

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Blusa combinada com saia de látex
Instagram/Reprodução

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Déborah Secco usa modelo diferente da blusa
Instagram/Reprodução
Nos conteúdos compartilhados, elas aparecem aplicando líquidos ou óleos na blusa e “molhando” a peça, prática que confere o característico brilho espelhado e efeito molhado de produtos feitos em borracha. Isso ocorre porque o uso de talco para vestir o item deixa o material com um aspecto opaco e fosco.
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Molhar com água ou óleo dá aspecto brilhoso à peça
Instagram/Reprodução

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Blusa molhada
Instagram/Reprodução

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Usa-se óleo ou líquidos para atingir o efeito espelhado
Instagram/Reprodução
Origem no fetichismo
Historicamente associado ao universo fetichista, o látex ganhou notoriedade por seu aspecto lustroso, pela elasticidade e pela maneira como adere ao corpo, características que o transformaram em um código visual de sensualidade e poder.
A partir das subculturas BDSM e clubber das décadas de 1970 e 1980, o material passou a ser incorporado por estilistas e artistas que buscavam tensionar os limites entre corpo, roupa e performance.

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Desfile deThierry Mugler Ready to Wear Fall/Winter 1996-1997 no Paris Fashion Week em 1996
Victor VIRGILE/Gamma-Rapho via Getty Images

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Desfile Alexander McQueen Spring/Summer 1999 em London
Giovanni Giannoni/WWD/Penske Media via Getty Images

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Coleção Thierry Mugler Haute Couture Outono/Inverno 1997/98 em Paris
Pool PAT/ARNAL/Gamma-Rapho via Getty Images

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Versace Autumn/Winter 1994
Versace/Divulgação
Nas últimas décadas, deixou de circular apenas em ambientes mais nichados e conquistou espaço nas passarelas, em videoclipes de artistas e nos tapetes vermelhos, aparecendo ainda em criações de grifes como Mugler, Balmain e Versace, e em produções de celebridades como Kim Kardashian, Beyoncé e Cardi B.

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Kim Kardashian
Christopher Polk/Getty Images

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Beyonce no MET Gala de 2016
John Shearer/Getty Images

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Cardi B
Pierre Suu/GC Images

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Lady Gaga
Patricia Schlein/Star Max/GC Images

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Kylie Jenner
The Hollywood Curtain/Bauer-Griffin/GC Images

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Kim Kardashian e Kayne West
Ricky Vigil M/GC Images

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Lady Gaga em show no Madison Square Garden
Kevin Mazur/Getty Images
A estilista
A criação da camisa látex da seleção é da estilista mineira de 28 anos Cece Hamali, que se inspira na estética barroca, em formas esculturais e na espiritualidade. Ela começou a trabalhar com moda ainda adolescente, quando tinha apenas 14 anos, fazendo vestidos de debutante para suas amigas.
O uso do látex veio por influência dos desfiles de moda de Thierry Mugler e Alexander Mcqueen, e da era Born This Way, de Lady Gaga. Desde então, o material tornou-se a principal característica do trabalho de Hamali.
Ao levar o látex para blusas inspiradas na Seleção Brasileira, a designer o desloca para um território de forte apelo popular: o futebol. A escolha do material cria um contraste entre a informalidade tradicional das camisas de torcida e a estética provocativa que marcou sua história, ao transformar uma peça esportiva em objeto de moda e expressão pessoal.

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Déborah Secco com versão em azul
Instagram/Reprodução

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Ana Paula Siebert
Instagram/Reprodução

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Franciny Ehlke
Instagram/Reprodução

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Déborah Secco usa com blusa branca
Instagram/Reprodução

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Vivi Wanderley
Instagram/Reprodução
