Jerônimo rebate críticas de Zé Ronaldo à regulação e cobra hospital municipal em Feira de Santana

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), respondeu às críticas feitas pelo prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União), sobre o sistema estadual de regulação de pacientes. As declarações foram dadas neste sábado (5), durante entrevista coletiva antes do Programa de Governo Participativo (PGP), em Ribeira do Pombal, no Nordeste do estado.

Jerônimo afirmou que manteve uma relação institucional com o prefeito ao longo do último ano e meio, período em que, segundo ele, buscou atender demandas apresentadas pelo município. “Eu me relacionei durante esse um ano e meio com ele, buscando atender as demandas de Feira de Santana. Falei diversas vezes que, se ele pudesse caminhar comigo, seria uma alegria, mas isso não impediu de forma nenhuma uma relação diplomática, educada e amadurecida, sempre de respeito a ele e à história dele”, declarou o governador.

Rodrigues disse ter estranhado as recentes declarações de Zé Ronaldo, que classificou a regulação estadual como uma “fila da morte”. Segundo Jerônimo, esse posicionamento não havia sido manifestado durante as conversas mantidas entre ambos. “Ele conversou comigo durante um ano e meio e nunca tratou dessa forma, nunca. Então, não dá para a gente ter duas motivações de relacionamento”, afirmou.

Durante a entrevista, Jerônimo também cobrou da gestão municipal a construção de um hospital próprio para Feira de Santana, uma vez que o maior município do interior da Bahia ainda não conta com uma unidade hospitalar municipal. “Feira de Santana é a maior cidade do interior da Bahia. E Feira de Santana não tem hospital municipal. Então, como é que uma pessoa, um grupo que nunca fez um hospital, abre a boca agora para dizer isso?”, questionou.

Ainda segundo o governador, o Hospital Geral Clériston Andrade, administrado pelo Estado, está em processo de ampliação e deverá alcançar 500 leitos de alta complexidade. Jerônimo afirmou ainda que discutiu com Zé Ronaldo alternativas para viabilizar a implantação de um hospital municipal, incluindo a cessão de terreno, apoio financeiro do Estado, fornecimento de equipamentos e futura contratualização dos serviços.

“Eu perguntei: prefeito, o senhor tem terreno? Caso os terrenos do Governo do Estado tenham disponibilidade, podemos usar o terreno ou desapropriar um. Depois perguntei: o dinheiro o senhor tem todo? Posso ajudar de alguma forma, com um percentual do investimento para construir esse hospital municipal? E depois com equipamentos, depois contratualizar serviços. Então, a gente não fica jogando uma hora de uma forma e outra hora de outra”, disse.

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