Um juiz federal dos Estados Unidos, Charles Breyer, rejeitou o pedido de Elon Musk para anular o veredito que concluiu que ele enganou investidores durante a compra do Twitter em 2022. A decisão mantém as conclusões centrais do júri e autoriza que, além das indenizações, haja juros sobre o montante devido antes da sentença.
A ação foi movida por investidores que venderam ações do Twitter durante as negociações para a aquisição, concluída em 2022 por US$ 44 bilhões. Os autores alegam que Musk publicou mensagens públicas que influenciaram o preço das ações enquanto buscava renegociar ou abandonar o negócio. O ponto-chave foi a publicação de 13 de maio de 2022, em que afirmou que a compra estava “temporariamente suspensa” para checar contas falsas e spam, o que levou a queda das ações.

Decisão do júri: após quase três semanas de julgamento, o júri composto por nove pessoas concluiu que Musk induziu investidores ao erro por meio de dois tuítes durante as negociações para a compra do Twitter. Os jurados entenderam que uma declaração feita pelo empresário em um podcast era apenas opinião e não uma informação enganosa, rejeitando a acusação de um plano deliberado para fraudar o mercado. Ainda assim, os dois tuítes foram considerados suficientes para causar prejuízos.
Quanto aos danos, os advogados dos autores estimam que o veredito pode gerar cerca de US$ 2,1 bilhões em indenizações ligadas às ações e mais aproximadamente US$ 500 milhões por opções de compra. O valor final dependerá das próximas etapas do processo. Os investidores afirmam que Musk pretendia reduzir o preço ou abandonar o negócio após a queda das ações da Tesla, maior fonte de sua fortuna.
Depois de anunciar que não concluiria a compra, Musk enfrentou uma ação movida pelo Twitter para forçar o cumprimento do acordo. Pouco antes do julgamento, ele recuou e concordou em fechar a aquisição pelos US$ 44 bilhões originalmente acordados.
O caso continua a atrair atenção, mostrando como declarações públicas em momentos de negociação podem impactar o mercado. Qual a sua leitura sobre a decisão do juiz e o papel das redes sociais em operações empresariais? Deixe sua opinião nos comentários.

