Focus divulgou, nesta semana, uma visão mais contida para a inflação e para os principais indicadores da economia. O IPCA projetado para este ano caiu para 5,30%, ante 5,33% da leitura anterior, mantendo-se acima da meta de 3% com tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme o Conselho Monetário Nacional. Para 2027, a inflação deve subir levemente para 4,18% (de 4,17%), enquanto as estimativas para 2028 e 2029 recuam a 3,7% e 3,5%, respectivamente.
Selic continua no centro da discussão. a projeção para 2026 aponta 14% de juros, sugerindo mais um recuo em relação à taxa atual de 14,25% anunciada pelo Copom em 17 de junho. A próxima reunião do Copom está marcada para 4 e 5 de agosto, quando deverão ser previstas novas decisões de política monetária.
2027 traz a manutenção da estimativa da Selic em 12% ao ano, sem mudanças na comparação com a leitura anterior. Para 2028 e 2029, as projeções permanecem em 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, sinalizando continuidade do aperto gradativo da política monetária ao longo desse horizonte.
PIB segue estável nas projeções. A média para este ano fica em 1,99% de crescimento. Em 2027, a estimativa avança de 1,68% para 1,69%. Já para 2028 e 2029, o mercado mantém a expectativa de expansão de 2% ao ano.
Câmbio também aparece nas previsões: o dólar deve fechar 2026 em cerca de R$ 5,20. Em 2027, a cotação projetada é de R$ 5,58, caindo para R$ 5,35 em 2028, com o patamar de 2029 em torno de R$ 5,40.
As projeções do Focus refletem o humor dos mercados para as próximas semanas, com o Copom no radar para eventuais ajustes. Apesar da inflação ainda acima da meta, há sinais de desaceleração em cenários de curto prazo, dependendo da condução da política monetária e de sinais externos. Entre muitas forças em jogo, inflação, juros e câmbio seguem conectados aos acontecimentos globais e às decisões domésticas.
E você, qual leitura faz dessas contas e números? Deixe seu comentário com a sua visão sobre inflação, juros e câmbio e participe da discussão.
