Alibaba proíbe funcionários de usar IA da Anthropic por “risco à segurança”

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A Alibaba proibiu seus funcionários de usar as ferramentas Claude Code, da Anthropic, para fins de trabalho, classificando o software como de alto risco por meio de supostos backdoors. A empresa chinesa ordenou a desinstalação de todos os modelos da Anthropic e passou a incentivar o uso do seu assistente interno, o Qoder.

A decisão acontece após a Anthropic ter enviado, em junho, uma carta ao Comitê do Senado dos EUA sobre Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos, na qual acusou a Alibaba de tentar extrair capacidades de IA de forma descarada e ilícita—uma prática que, segundo a empresa, representa o maior ataque de destilação já visto até então. Além disso, os termos de serviço da Anthropic proíbem o uso de seus modelos por empresas chinesas e por outras nações consideradas adversárias.

Leia também: 4 melhores inteligências artificiais para criar e editar vídeos; Como evitar o mal da IA degenerativa; EUA: agência usa IA da Anthropic para encontrar falhas em sistemas do governo

Em meio a esse cenário, a Alibaba também confirmou, de modo indireto, uma tensão maior entre as companhias de IA dos EUA e da China. O repasse de informações entre as partes e as reações públicas fomentam a percepção de um ambiente cada vez mais scrutinizado por questões de segurança, acesso a dados e controle de tecnologias sensíveis.

Logo da Anthropic em um smartphone na horizontal
Empresa dos EUA acusa a chinesa de destilação de IA – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Novos movimentos também ganham as manchetes. Segundo o Financial Times, a Anthropic está fechando brechas que permitiam que empresas chinesas contornassem as restrições ao acessar o Claude por vias indiretas. Além disso, relatos citam oAnt Group e a ByteDance como exemplos de tentativas de burlar as limitações, com ações como uso de contas corporativas ou reembolsos para assinaturas pessoais. A Alibaba, assim como a Anthropic, não se pronunciou formalmente sobre esses apontamentos.

Diante desse cenário, o debate sobre o uso de IA em ambientes corporativos ganha novas dimensões entre segurança, soberania tecnológica e liberdade de experimentação. O eixo core continua sendo como empresas de diferentes países gerenciam acessos, dados e riscos ao implantar modelos de IA em operações do dia a dia.

E você, o que pensa sobre esse embate entre gigantes de IA? Acredita que restrições como as impostas pela Alibaba ajudam a proteger dados, ou acabam atrapalhando a inovação? compartilhe sua opinião nos comentários e vamos debater os impactos dessa movimentação para o futuro da IA nas empresas.

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