MP investiga falhas na Claro, fechamento de escola e atua para garantir direito à identidade no estado

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Investigações sobre o apagão crônico nos serviços de internet e telefonia da operadora Claro em Camaçari, a polêmica em torno do fechamento de uma escola rural em Lajedinho e a abertura de um procedimento para assegurar a retificação de nome e gênero de uma pessoa transgênero entraram no radar da Justiça baiana nesta terça-feira (7). O Ministério Público da Bahia (MP-BA) apura violações massivas aos direitos do consumidor, possíveis afrontas ao direito fundamental à educação no interior e atua na defesa dos Direitos Humanos e das garantias individuais da população LGBTI+. Confira, a seguir, o raio-X dos casos.

Garantia do direito à identidade de gênero

A 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da capital instaurou um Procedimento Administrativo voltado à proteção dos direitos da população LGBTI+ e ao combate à LGBTfobia. A iniciativa visa adotar medidas jurídicas e administrativas para assegurar a averbação da alteração de prenome e de gênero nos assentos de nascimento e de casamento de uma pessoa transgênero junto ao Registro Civil das Pessoas Naturais. A atuação do MP-BA busca desburocratizar o acesso a direitos civis e salvaguardar o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

Falhas no serviço da Claro

Em virtude dos apagões e quedas constantes nos serviços de internet banda larga, telefonia fixa e TV por assinatura fornecidos pela operadora Claro S.A. nas localidades de Abrantes e Jauá, a 11ª Promotoria de Justiça de Camaçari abriu um Procedimento Administrativo para investigar a qualidade do sinal, o descumprimento do dever de informação e a denúncia de que a operadora continuou cobrando o valor integral nas faturas, mesmo com o serviço indisponível. A Claro terá que apresentar explicações e medidas de compensação para os consumidores lesados.

Fechamento de escola em zona rural

Em Lajedinho, o encerramento das atividades da Escola Municipal Lagoa da Jurema, na Comunidade do Caldeirão, virou caso de Justiça. O Ministério Público prorrogou um Inquérito Civil para apurar se a Prefeitura violou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que proíbe desativar escolas do campo sem um diagnóstico de impacto e sem ouvir a comunidade escolar. A escola funcionava desde 1998 e atendia alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I. A Promotoria de Ruy Barbosa deu 20 dias úteis para o Município e o Conselho Tutelar apresentarem relatórios minuciosos sobre a segurança e a distância do transporte que leva os alunos remanejados para a sede, além de exigir saber qual o destino que a prefeitura dará ao prédio e à quadra esportiva recém-construída na comunidade.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Culto de louvor no Capitólio marca celebração dos 250 anos dos EUA

Celebrando 250 anos da Declaração de Independência dos EUA, as comemorações oficiais incluíram um momento de adoração na rotunda do Capitólio, com o...

TJ-BA, SEAP e Polícia Civil criam fluxo para apurar mortes de pessoas privadas de liberdade  

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) e a Polícia Civil criaram...

Chuva provoca engarrafamentos na capital baiana nesta segunda

As chuvas que atingiram a capital baiana nesta segunda-feira (6), provocaram fortes congestionamentos em algumas das principais ruas e avenidas da cidade. O Bahia...