A Bahia ocupa a sétima posição entre os estados com maior gasto mensal do INSS em novas pensões e aposentadorias, tendo pago R$ 56.550 milhões para 31.185 benefícios em junho de 2026, conforme dados da Fiquem Sabendo via LAI, divulgados nesta terça-feira.
Apensar nos tipos de benefício, a aposentadoria por idade é a mais comum, atendendo 20.735 beneficiários, o que representa 66,4% do total concedido neste ano. Entre as filiações, a mais frequente é a de segurado especial, ligada ao pequeno produtor rural, pescador artesanal ou extrativista, com 13.479 filiados (43,2%).
Comparando estados, o volume de gastos com novas pensões em junho é liderado pelo Distrito Federal (R$ 394,3 milhões), seguido por São Paulo (R$ 218,4 milhões), Minas Gerais (R$ 122,3 milhões) e Paraná (R$ 77,2 milhões). A Bahia fica à frente de Rio Grande do Sul (R$ 69,3 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 67,3 milhões).
Panorama de 20 anos: em junho de 2006, a Bahia registrou 54.891 benefícios concedidos e uma folha de pagamento de R$ 28,2 milhões para esses benefícios. Entre 2006 e 2026, o número de novos benefícios caiu cerca de 43%, enquanto o valor pago pelo INSS dobrou, com alta de aproximadamente 100,44%.
Sobre inflação, não fica claro se os valores já foram corrigidos. Em 2006, o salário mínimo era de R$ 350; em 2026, chega a R$ 1.621. Se o valor de R$ 28,2 milhões não foi ajustado, é possível projetar o ganho nominal.
Projeção pelo IGP-DI (FGV IBRE) sugere que o gasto real em 2026 seria de R$ 101,8 milhões, quase o dobro do valor pago pelo INSS na época.
Em 2006, segurados ainda eram a maioria entre os beneficiários: 33.124 (60,3%). A aposentadoria por idade também era predominante, com 37.799 benefícios naquele mês.
Há cerca de 20 anos, a Bahia era 6ª em gastos com novos benefícios. Os cinco estados com maior gasto eram São Paulo (R$ 171 milhões), Minas Gerais (R$ 59 milhões), Rio de Janeiro (R$ 51,2 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 43,1 milhões) e Paraná (R$ 35,7 milhões).
Concluo destacando como esses números mostram o peso crescente das pensões e aposentadorias na economia regional, além de abrir espaço para refletir sobre equilíbrio entre orçamento público, inflação e políticas de proteção social. Queremos saber: o que você acha que pode melhorar esse cenário? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
