A camisa belga da Copa do Mundo 2026, criada pela Adidas, celebra René Magritte ao combinar tons de azul celeste com detalhes em rosa, trazendo referências diretas à arte do surrealista e mantendo a identidade contemporânea do design esportivo para o Mundial.
Desenvolvida para o Mundial, a peça exibe citações diretas ao universo visual de Magritte. Na gola aparece a frase Ceci n’est pas un maillot — uma releitura de A Traição das Imagens (1928–1929) que brinca com os limites entre imagem e realidade. O azul dominante remete aos céus, enquanto formas circulares dialogam com símbolos presentes na obra do artista, reinterpretados como elementos do futebol.
As referências continuam na estampa. O tom azul intenso faz alusão aos céus amplos de Magritte, enquanto círculos repetidos reaproveitam elementos da pintura — como luas, sóis e maçãs — que, sob a ótica do design, viram bolas de futebol. Linhas horizontais remetem às marcações do gramado, criando um diálogo claro entre arte e esporte.




Quem foi Magritte ocupa o centro da matéria: considerado um dos pilares do surrealismo belga, o pintor unia imagens simples a contextos inusitados, criando um idioma visual que transita entre o sonho e a razão. Seu impacto atravessou a moda, o design e a publicidade, influenciando marcas que buscam dialogar com a cultura pop sem perder a identidade artística.
A relação entre arte e esporte, neste caso, é mostrada pela escolha cromática suave, pelos símbolos gráficos e pela disposição que transforma a peça esportiva em um tributo cultural. A combinação entre substâncias visuais límpidas e referências históricas reforça a ideia de que o futebol pode — e deve — dialogar com a arte contemporânea.
E você, o que achou dessa homenagem da Bélgica? Acredita que o design pode ampliar a experiência do torcedor, conectando o jogo a referências artísticas de forma elegante e moderna? Deixe sua opinião nos comentários e conte como você gostaria de ver futuras camisas unindo esporte e arte.
