Pesquisa da UnB avança para reconhecer qualidade de café feito no DF

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Reprodução/ Embrapa
Na foto, o fruto do café no pé já maduro - Metrópoles

Resumo: pesquisas da UnB indicam que o café produzido no Distrito Federal possui características únicas associadas ao terroir local, abrindo caminho para a Indicação Geográfica (IG) do INPI e valorizando o produto.

Os primeiros levantamentos apontam três fatores que diferenciam a produção local: altitude elevada, favorecendo o desenvolvimento dos grãos; maior número de pequenas propriedades irrigadas, o que torna o cultivo mais cuidadoso e estável; e a estação seca durante o beneficiamento, que influencia o processamento dos Grãos. Juntos, esses aspectos compõem o que os especialistas chamam de terroir brasiliense.

O objetivo é que o café do DF seja reconhecido como Indicação Geográfica pelo INPI, um selo de propriedade intelectual que identifica os produtos típicos de um lugar. A IG, quando aprovada, tende a agregar valor ao produto, fortalecer a identidade regional e ampliar os ganhos do setor.

Para a avaliação, o INPI analisa atributos naturais—solo, relevo e clima—e fatores humanos, como manejo dos grãos e técnicas de produção. A UnB afirma que o selo elevaria a valorização do café do DF e fomentaria a economia local, ampliando o reconhecimento regional.

“Os estudos encontram-se em fase avançada de consolidação e análise de dados. Desde 2024, o projeto realiza o mapeamento da cafeicultura, a caracterização dos produtores e o levantamento de fatores ambientais. Além do diagnóstico territorial já realizado em parceria com a Embrapa Café e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), o projeto avançou para a análise da qualidade dos cafês locais. As etapas de integração desses dados e a produção científica seguirão em andamento ao longo de 2026”, afirma a professora e coordenadora da pesquisa, Lívia de Lacerda.

Para o futuro, a equipe pretende comparar os cafés do DF com outras regiões do Brasil para verificar se as diferenças estão relacionadas ao território brasilienses. Entre as variedades de maior interesse para o estudo estão a catuai vermelho, a catuai amarelo e o arara, todas da espécie Coffea arabica.

E você, o que acha de reconhecer o café do DF com IG? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você percebe as diferenças entre cafés locais e de outras regiões do país.

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