A campanha do presidente Lula decidiu não recorrer à inteligência artificial na produção de conteúdos para redes sociais e em materiais de divulgação durante a disputa pela reeleição. A orientação partiu do próprio líder, que tem adotado uma postura cautelosa com a IA para evitar riscos legais e manter a comunicação alinhada com o contexto eleitoral.
Integrantes do núcleo político do PT afirmam que a decisão também busca prevenir conflitos com a Justiça Eleitoral, assegurando que a estratégia de comunicação siga as regras vigentes e não abra margem a questionamentos durante a campanha.
Durante uma agenda na Bahia, Lula reforçou críticas ao uso de IA em campanhas, dizendo que a tecnologia pode favorecer quem mente. Em tom firme, o petista citou: “Um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política. Vocês estão vendo na televisão: a verdade tarda, mas não falha. A mentira tem perna curta.”
O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, foi elogiado pelo grupo político pela iniciativa de restringir o uso da IA nas eleições deste ano, uma medida que visa ampliar controles sobre conteúdos produzidos com assistentes digitais.
Em março, o TSE aprovou regras que proíbem a publicação, republicação e impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por IA nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas seguintes ao encerramento das urnas, fortalecendo a fiscalização sobre a comunicação durante o pleito.
Como isso impacta a opinião pública? A postura de Lula reflete uma atuação política mais contida no uso de tecnologia na comunicação, e abre espaço para debate sobre a ética digital na campanha. E você, qual a sua opinião sobre o uso da IA na política? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.
