Rope jump: dois instrutores presos por morte são soltos pela Justiça

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A Justiça de São Paulo liberou dois instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, durante uma apresentação de rope jump em Limeira, e o Ministério Público denunciou quatro envolvidos por homicídio com dolo eventual, além de crimes ligados à organização. O caso envolve falhas de segurança, manipulação de provas e o sumiço de uma câmera GoPro durante a investigação.

Na última quarta-feira (8/7), João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins deixaram a cadeia após revogação de prisões. Segundo a decisão policial, eles não foram indiciados por homicídio doloso nem por fraude processual, seguindo a leitura de que não havia elementos suficientes para responsabilizá-los de forma direta pelo resultado fatal.

A denúncia do Ministério Público aponta que, embora o episódio tenha sido registrado com a participação dos quatro presos identificados, o aparato de prova não sustenta a participação relevante de Martins, considerado apenas parcialmente envolvido. Já Pivetta, acusado de retirar a câmera GoPro no momento da queda, foi mantido sob avaliação, com o documento observando que ele estava atendendo a um participante no instante crítico, o que, segundo a Polícia Civil, dificultou a visualização do momento exato da queda.

Gabriel Barros Martins não teve indícios suficientes para caracterizar participação relevante na morte, conforme apurado pela perícia e pelas testemunhas, segundo relatório policial. Ainda assim, o Ministério Público manteve questionamentos sobre a extensão de sua atuação operacional, destacando divergências sobre a ligação dele com o sistema de debreagem ligado ao salto da vítima.

A denúncia do MPSP, feita nesta terça-feira (7/7), responsabiliza quatro pessoas por homicídio com dolo eventual, com agravantes de torpe e uso de meio que impossibilitou a defesa. Maicon Fernandes Cintra, Luiz Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves respondem pelos crimes, enquanto Evelyne dos Santos Gonçalves é apontada por omissão imprópria e fraude processual, além de tentativa de ocultar provas, com o equipamento da GoPro ainda desaparecido. A denúncia sustenta que o grupo tinha conhecimento dos riscos, mas não adotou cautelas básicas, como verificar a conexão da corda de segurança e realizar dupla checagem dos equipamentos.

O MP também acusa a organização do evento de não estabelecer funções claras, explorar a atividade comercialmente sem atender às exigências legais e priorizar lucro e divulgação nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes. O documento cita ainda a responsabilidade da organizadora em adotar padrões mínimos de segurança e interromper as atividades diante de falhas anteriores, o que não ocorreu.

Resumo do caso

  • Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu após queda de cerca de 27 metros durante rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira.
  • Vídeos mostram três instrutores levantando e lançando a vítima, que estaria sem corda no momento da queda.
  • Três instrutores -> prisão por homicídio com dolo eventual; prisão convertida para preventiva.
  • Em 20 de junho, mais três pessoas da organização foram presas temporariamente; MP pediu a continuidade das prisões de três envolvidos.

E você, o que acha da condução de segurança em esportes de aventura tão arriscados? Deixe seu comentário com a sua opinião sobre as medidas de proteção e a responsabilização dos envolvidos.

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