A Bahia encara um atraso na promessa de um novo roteiro religioso, com a licitação para o espaço ligado ao Cristo Protetor da Serra do Cruzeiro em Itiúba declarada deserta. Enquanto isso, o governo mantém a aposta em outras rotas de fé, como o Caminho Diamantino de Santa Dulce dos Pobres, para ampliar a oferta turística e fortalecer comunidades ao longo da Chapada Diamantina.
A licitação promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder) visava a elaboração dos projetos básico e executivo da requalificação do roteiro religioso do Cristo Protetor. A abertura das propostas estava prevista para a última segunda-feira, dia 6, mas não houve apresentação de nenhuma concorrente, deixando o certame sem vencedores e adiando as obras de infraestrutura e de desenho técnico.
Para além desse projeto, o estado já lançou o Caminho Diamantino de Santa Dulce dos Pobres. Com aproximadamente 130 quilômetros, a rota conecta Mucugê, Andaraí, Nova Redenção, Itaetê, Boa Vista do Tupim, Marcionílio Souza e Iramaia, oferecendo aos peregrinos um mosaico de paisagens, memórias e comunidades. A gestão estadual, por meio da Setur-BA, investiu cerca de R$ 73 mil em placas de sinalização, totens informativos, além de levantamentos técnicos, georreferenciamento, capacitação de equipes municipais e estratégias de promoção turística.
Para Maurício Bacelar, secretário de Turismo da Bahia, a conclusão dessas ações representa a expansão da oferta turística da região, destacando não apenas a fé, mas também a beleza natural, a diversidade gastronômica e a hospitalidade das comunidades ao longo do traçado. Os dois caminhos sinalizam um movimento da Bahia de valorizar a fé como elemento integrador de cultura, natureza e economia local.
E você, qual é a sua expectativa sobre esses roteiros religiosos na Bahia? Deixe sua opinião nos comentários e conte como acredita que esses percursos podem impactar as cidades visitadas e as pessoas que vivem nelas.
