O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) informou ter concluído uma nova rodada de ataques contra o Irã, atingindo aproximadamente 90 alvos militares na segunda noite de ofensivas. A meta foi reduzir a capacidade iraniana de ameaçar embarcações no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de comércio global de petróleo, enquanto Washington busca impedir ataques a navios civis e tripulações.
Segundo o Centcom, os ataques atingiram sistemas de defesa aérea, vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, instalações navais e infraestrutura logística ao longo da costa iraniana. A operação complementa a ofensiva da noite anterior, mantendo a pressão sobre o Irã.
Na terça-feira (7/7), os EUA já haviam atingido cerca de 80 alvos militares iranianos, incluindo mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica, em retaliação a ataques a três navios mercantes no Estreito de Ormuz — acusação que Teerã nega. Em resposta, a Guarda Revolucionária afirmou ter atingido quatro bases militares americanas no Oriente Médio, duas no Kuwait e duas no Bahrein, prometendo ampliar as ações caso Washington mantenha os ataques.
O presidente Donald Trump, em meio à escalada, disse que o Irã procurou Washington para negociar um novo acordo, mas declarou não ter certeza se os iranianos merecem um acordo. O Irã também sinalizou que a passagem marítima só voltará a ficar aberta mediante acordos que tragam garantias iranianas, aumentando a tensão no Estreito de Ormuz e no entorno regional. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, avisou que o estreito só será reaberto com acordos iranianos, reiterando que eventuais ataques dos EUA serão respondidos.
Com a escalada, a região permanece em alerta, com operações que podem acender novas crises. E você, qual é a sua leitura sobre o caminho para reduzir o conflito no Oriente Médio? Deixe sua opinião nos comentários.


