8 líderes cristãos são sequestrados após conferência na Nigéria

Escrito por: Diógenes Cunha

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Três semanas após o sequestro na Nigéria, o diretor-geral da União Bíblica do país, Uwem Cosmos, e mais sete líderes cristãos continuam desaparecidos. Eles foram levados por homens armados em 14 de junho, quando retornavam à sede da organização em Ibadan, após uma conferência em Okigwe, no estado de Imo. Familiares, comunidades de fé e organizações religiosas pedem orações e mobilização para a libertação dos reféns.

À bordo do veículo, além de Cosmos, estavam o reverendo Onyenagbagha, o pastor Gbenga, as duas filhas dele, o motorista e Elijah, assessor de imprensa da União. A família informou que não há notícias desde o sumiço e que os telefones permanecem desligados desde o último contato por volta das 9h da manhã.

Em nota, a União Bíblica da Nigéria confirmou o sumiço e pediu que orações conjuntas se unam pela segurança e bem-estar de todos os detidos. “Irmãos, isto exige orações conjuntas pela segurança e bem-estar deles. Vamos clamar a Deus para que intervenha rapidamente em nosso favor”, afirmou a organização, destacando a urgência da situação.

A violência contra cristãos na Nigéria vem crescendo, segundo o ORFA (Observatório para a Liberdade Religiosa na África). O estudo aponta que o país figura entre os mais perigosos para a fé cristã, com mais de 15 mil ataques mortais e cerca de 4.600 sequestros entre 2019 e 2025. Ao todo, 28.551 cristãos foram mortos, frente a 13.224 muçulmanos, com a taxa de mortalidade entre cristãos cerca de 4,4 vezes maior nas regiões atingidas.

O relatório denuncia que 75% das mortes civis ocorreram em ataques a comunidades rurais, envolvendo assassinatos, sequestros, violência sexual e destruição de casas e plantações. Em termos de sequestros, houve 34.773 casos no período, com 49% atribuídos a grupos terroristas não identificados e 43% aos extremistas Fulani. Além disso, cristãos costumam exigir resgates mais altos e sofrer maior risco de violência e de conversões forçadas durante o cativeiro.

O material baseia-se em informações de parceiros nigerianos, com apoio do projeto ACLED (Armed Conflict Location & Event Data). A combinação de dados reforça a necessidade de acompanhar de perto a situação de fé e segurança na Nigéria, onde ataques contra cristãos continuam a registrar consequências humanas devastadoras.

Diante desses números, fica evidente a importância de debate público e ações solidárias para proteger comunidades religiosas no país. O que você acha que autoridades, organizações internacionais e lideranças religiosas podem fazer para reduzir esse cenário? Compartilhe suas opiniões nos comentários.

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