Mojtaba Khamenei atribuiu assassinato do pai aos EUA e Israel. “Prometemos vingar o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires”, disse




O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu, neste sábado (11/7), vingar a morte de seu pai, Ali Khamenei, e afirmou que a resposta contra os Estados Unidos e Israel será cumprida “em breve”.
A declaração, publicada pela agência estatal Fars, mostra que a vingança é uma exigiência da nação e que a retaliação não se limitará à morte do pai, mas buscará vingar todos os iranianos mortos nos conflitos recentes.
“Prometemos vingar o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas guerras, derramado pelas mãos desses assassinos criminosos e desonrados”, disse o novo líder supremo.
Segundo o texto, os responsáveis não terão uma morte pacífica e a promessas será cumprida em breve, independentemente de quem governe a República Islâmica.
Em meio a esse contexto, Trump disse que ordens de reposta devastadora seriam dadas caso Teerã atacasse o País. Autoridades de Israel informaram aos EUA sobre supostas ameaças contra o presidente americano, enquanto a inteligência aponta que grupos radicais iranianos podem desejar retroceder. Contudo, as fontes dos EUA indicam que não há evidências de um plano específico para alcâ-lo.
Mojtaba assumiu o cargo após a morte de Ali Khamenei, em fevereiro, atribuída a EUA e Israel. Relatos apontam ainda que Mojtaba ficou ferido e que sua mãe e esposa morreram na ofensiva. Desde a nomeação, ele não apareceu em público, comunicando-se apenas por mensagens escritas divulgadas pela imprensa estatal. Entre 4 e 9 de julho, milhões participaram dos funerais do pai em diversas cidades do Irã e do Iraque.
Nova escalada
- Mais cedo, Trump afirmou que ordenaria uma resposta devastadora caso Teerã tentasse atacá-lo, após relatos de inteligência sobre ameaças de facções da linha-dura iraniana.
- Autoridades de Israel informaram o governo dos EUA sobre supostas ameaças contra o chefe da Casa Branca.
- Embora integrantes da inteligência avaliem que setores radicais da liderança iraniana desejem retaliar, autoridades americanas afirmam que não há evidências de um novo plano específico para executar o presidente, apenas informações recorrentes sobre intenções de diferentes grupos ligados ao Irã.
Em meio a esse quadro, as negociações entre Washington e Teerã permanecem suspensas. Os EUA promovem ataques contra alvos iranianos e citam respostas a ações iranianas contra embarcações próximos ao Estreito de Ormuz. Em reposta, o Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait, acusando Washington de violar acordos internacionais.
Esta o disseminação de veículos iranianos marca um dos raros momentos de aparição pública do novo líder desde que assumiu o comando, destacando o comprometimento de Teerã com uma linha firme em meio a tensões que continuam elevadas.
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