Segundo deputado, carta escrita pelo ex-presidente e divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro viola medidas cautelares
11/07/2026 21:18
, atualizado 11/07/2026 21:19

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou neste sábado (11/7) que pretende encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição para revogar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A iniciativa ganha contorno após a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente e lida, publicamente, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje pré-candidato à Presidência.
Segundo Lindbergh, o texto divulgado por Flávio configura uma violação às medidas cautelares impostas ao antigo mandatário. Na carta, intitulada “carta aos brasileiros”, Bolsonaro atua como porta-voz de Flávio e pede que apoiadores deixem de lado diferenças para apoiar a candidatura de seu filho.
A petição ao ministro Alexandre de Moraes será protocolada devido à suposta quebra de restrições, entre elas a proibição de uso de redes sociais — direta ou indiretamente — pelo ex-presidente, conforme determinação judicial durante o regime de prisão domiciliar.
Em transmissão ao vivo, Lindbergh afirmou que a oficialização da ordem de revogação da prisão domiciliar é necessária porque a leitura da carta por Flávio representa uma violação às regras, sinalizando “um teste ao Supremo” por parte do clã Bolsonaro.
“Ele está em prisão domiciliar, mas ele está preso. Tem várias medidas cautelares. Uma delas é que ele não pode usar as redes sociais… E Flávio Bolsonaro hoje descumpriu isso, leu uma carta dele”, disse o parlamentar em publicação nas redes.
Veja:
GRAVÍSSIMO! Bolsonaro hoje disse que Flávio Bolsonaro é seu porta-voz, em carta que teve ampla repercussão. Nós estamos pedindo a revogação da prisão domiciliar por entender que Jair Bolsonaro está ferindo as medidas cautelares com esse tipo de atitude. Eles estão testando o Supremo nesse caso…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 11, 2026
A prisão domiciliar impõe, entre outras regras, a proibição de divulgação de áudios, vídeos ou transmissões pelas redes — regras que, segundo Lindbergh, teriam sido descumpridas pela leitura pública da carta.
No encontro, Bolsonaro também reafirmou apoio à pré-candidatura do filho, destacando a confiança em Flávio como seu líder de campanha e dizendo que pretende resgatar o Brasil com a ajuda do aliado.
